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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Se o Inferno estivesse vazio, Jesus seria um blefador

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Um leitor dO Catequista (que prefere ficar anônimo) nos escreveu relatando uma conversa informal que teve com um sacerdote. O padre lhe disse que o Inferno até pode existir, mas que deve estar vazio. Todos se salvariam (mesmo aqueles que não se arrependeram antes da morte), apenas alguns passando pelo Purgatório.
Tenho a impressão de que esse padre, assim como eu, curte o filme “O Auto da Compadecida”*, mas tem uma séria dificuldade de desvincular a ficção da realidade. Desconfiado desse conto de fadas, o leitor nos pergunta o que a Igreja realmente ensina acerca do Inferno e do destino das almas.
Bem, a verdade é que nem as Escrituras, nem a palavra dos santos, nem a Tradição dão qualquer suporte a esta historinha de “Inferno vazio”. Aliás, muito ao contrário. O Abismo tem muitos habitantes, a começar por Lúcifer e os anjos decaídos, conforme revelado no livro de Daniel. Como nós, os anjos rebelados eram criaturas amadas de Deus, mas a sua perversão os precipitou nas trevas para todo o sempre.
Mas antes de falar da Bíblia e da Tradição, vamos refletir sobre as coisas à nossa volta. Pensem, por exemplo, no caso dos criminosos abomináveis: na boa, algum de vocês apostaria um real que os pedófilos incorrigíveis vão habitar o Paraíso? Algum de vocês apostaria na salvação de Hitler, Lênin ou Stálin? E aqueles traficantes que queimam gente viva dentro da pilha de pneus, e morrem impenitentes? Já imaginou eles tocando harpa com asinhas nas costas, pulando de nuvem em nuvem?
É claro, só a Deus cabe o julgamento, mas eu – eu, eu – não arriscaria os meus trocadinhos nessa aposta! Deus é infinitamente misericordioso, mas também é justo. O médico veio para os doentes, mas se os doentes rejeitam o tratamento… como poderá Ele impedir as suas mortes?
]Basta observar a realidade do mundo e a podridão dos corações para chegarmos à conclusão de que o Inferno tá mil vezes mais cheio do que show gratuito da Beyoncé.
Muitos são chamados, poucos são escolhidos
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"Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida, e são poucos os que o encontram!" (Mt 7, 13-14)
Há muitas passagens no Novo Testamento que indicam o grande número de homens – grande mesmo! – que caem na desgraça eterna. Como aquela em que um homem perguntou a Jesus (Lucas 13, 23-28):
– Senhor, são poucos os homens que se salvam?
O Mestre respondeu:
– Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque vos digo: muitos tentarão entrar e não conseguirão. Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, ficareis fora.
Notem: o Senhor afirmou categoricamente que muitos, mesmo entre os cristãos (“Nós comíamos e bebíamos diante de Ti e ensinavas nas nossas praças!”) não conseguirão entrar na Casa do Pai, e serão enviados para um lugar onde “haverá choro e ranger de dentes”.
É muito difícil ler isso sem concluir que a maioria das pessoas acabará na danação eterna. O pior é que esta passagem da “porta estreita” não está isolada, e corrobora com outros trechos do N.T. que indicam que o Inferno está muito bem povoado.
  • Jesus diz que “muitos são chamados e poucos são escolhidos” (Mt 22, 14).
  • Há pessoas que, por mais que ouçam a Palavra de Deus, jamais se abrem para compreendê-la e acolhê-la. Jesus diz que não pode curar (ou seja, salvar) gente assim.
Porque o coração deste povo tornou-se insensível. São duros de ouvido e fecharam os olhos para não ver com os olhos, e não ouvir com os ouvidos, não compreender com o coração e não se converter. Assim não podem ser curados”. (Mateus 13,15)

  • Jesus acusou os doutores da Lei e fariseus hipócritas de fecharem o Reino dos Céus aos homens com suas falsas doutrinas (Mt 23,13). E depois de os xingar muuuuuuito, questionou: “Como é que poderíeis escapar à condenação do inferno?” (Mt 23,33).
E o trecho que eu jamais gostaria de ter lido nos Evangelhos é este: “Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a Terra?” (Lucas 18, 8). Com que tristeza o Senhor não teve ter dito isso! Quem se recusar a abraçar a fé, como poderá receber a salvação? É bom lembrar o que Ele disse: quem não crer, será condenado (Mc 16,16).
Pra não me alongar muito, nem vou citar as numerosas passagens do Apocalipse que preveem a condenação de um grande número de pessoas.
Diante disso, alguém que insista em crer que o Inferno não existe ou está vazio terá, necessariamente, que afirmar que Jesus era chegado num blefe. Ficava contando lendas assustadoras sobre mundos imaginários, só pra botar terror e manter a gente no cabresto.
E quanto a Nossa Senhora de Fátima? Ela enganou os três pastorinhos com aquela visão do Inferno cheio de almas desesperadas! NÃO PERA…
Apesar de tantas evidências que desqualificam a tese do Inferno vazio, esse discurso convence a muitos (olha os cristãos-jujuba aí, gente!). Previsível: a grande maioria das pessoas prefere dar ouvidos a mentiras reconfortantes do que a verdades inconvenientes.
mentira
* No filme “O Auto da Compadecida”, há uma cena em que Nossa Senhora interdece pelas almas dos pecadores na hora do juízo particular. Contando com tão poderosa advogada, a adúltera, o empresário avarento e os sacerdotes corruptos escapam do Inferno, sendo todos encaminhados ao Purgatório. Devo dizer que a Virgem “força uma barra” em sua busca de amenizar os erros e justificar os piores crimes, mas a cena é bonita, e divertida também (ver aqui aqui).
- See more at: http://ocatequista.com.br/archives/8807#sthash.05aH2FQN.dpuf

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Lutero – Levando um Nocaute Teológico


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E aí meu povo,
Voltamos a tratar do meu, do seu, do nosso monge maluco preferido. O papai “spritual” de quase todos os cristãos desencaminhados, o Rei da falta de noção teológica, o primeiro cara a se aferrar com unhas e dentes na “bibra” (gostava tanto dela que, inclusive, fez uma do seu jeitinho). Com vocês, um pouco mais da vida e obra (principalmente “obra”) de Martin Luther.
Comecemos pelo contexto histórico. O fato mais importante desse período no qual estamos focando foi o óbito, em 12 de janeiro de 1519, do Imperador Maximiliano. Para Lutero, isso veio bem a calhar: por conta das problemáticas políticas advindas da sucessão imperial, o Papa Leão X teve o foco dos seus esforços desviados das questões eclesiásticas para a análise da política envolvida nesse processo.
O que hoje chamamos Alemanha, naquela época, tinha ainda agregada a si outros Estados da Europa Central,ou seja, era um grande balaio de gatos (clique aqui para ver o mapa). Nesse balaio, havia cerca e 300 “barões”, cada um mais metido do que o outro. O imperador do Sacro Império Romano-Germânico, ao contrário da maioria das nações, não era um cargo hereditário; o poder de império era concedido pelo “Colégio dos Príncipes Eleitores”.
Uma terça parte dos terrenos da Igreja estavam dentro do Sacro Império Romano-Germânico. Leão X, por sua vez, não quis se indispor com Frederico III, o principal defensor de Lutero, evitando inflamar ainda mais uma Alemanha já bastante tumultuada.
Foi nesse cenário que, em Leipzig (cidade em que viria a nascer futuramente o anão tortinho Immanuel Kant – uma espécie de cosplay de Tyron Lannister filosófico), o Duque Jorge da Saxônia deu voz, no Castelo de Pleisenburg, a um vivo debate entre Carlstadt e Eck.
Na célebre disputa de Leipzig, Andreas Carlstadt era o defensor das 95 teses de Lutero, e Johannes Eck era o promotor da Santa Igreja.
UFC: Eck X Lutero
O teólogo Johannes Eck era um gênio, um orador brilhante e muito impressionante; citava doutores da Igreja e a Bíblia sem o socorro de notas. Por outro lado, Carlstadt era um metido que se “achava”. Só que esse mané tinha sempre que recorrer aos seus alfarrábios ao longo do debate para se localizar. Eck o desconcertava. Então, dá para imaginarmos o quanto esse debate foi “fluído”.
A coisa já tava ficando muito chata e a platéia não devia mais aguentar tomar café com Redbull para aturar Carlstadt. E, quando Eck conseguiu que fosse proibida a consulta a notas durante o debate, o monge maluco veio socorrer seu defensor. Assim, em 4 de julho de 1519, Lutero assumiu o púlpito no lugar de Carlstadt. Foram18 dias de debate a partir desse momento.
Podemos falar mal de Lutero em muitos aspectos e de todas as formas possíveis, mas uma coisa não se pode dizer: que ele não conhecia a Bíblia. Mesmo assim, a superioridade intelectual de Eck sobre Lutero era absurda. Os principais pontos da disputa entre os dois foram: as indulgências, o purgatório, a penitência, a absolvição dada pelos sacerdotes, a primazia do papado e a inviolabilidade das regulamentações dos Concílios Ecumênicos.
Foi durante esse debate de 18 dias que Lutero pirou na batatinha de vez. Incapaz de rebater Eck, aferrou-se à Bíblia de um modo absolutamente fanático. Dessa forma, ouso afirmar que naquele Castelo da Saxônia nasceu o fanatismo cego da crentaiada – em especial dos pentecostais e neo-pentecostais – de hoje em dia.
Lutero cuspiu e desconsiderou completamente a Tradição da Igreja que o formou. Usou até Nosso Senhor Jesus Cristo para justificar os caprichos da sua mente doentia. Eck rebateu Lutero quando esse disse que a Igreja não precisa de um Chefe na Terra, afirmando que o próprio Jesus havia nomeado Pedro. Esse momento para mim é maravilhoso e histórico! Pois vejam, é desde 1519 que estamos esfregando a verdade na cara dos crentes e não adianta!
Possuído por seu amado Satanás, Lutero contra-argumentou com a (já velha, naquela época) falácia de que a Igreja não teve nenhum Papa por séculos, e ainda teve a cara de pau de pedir a Eck que este mostrasse na Bíblia que havia outros “Pedros”.  Isso se deu há quase 500 anos; caso fosse nos anos 80 do século XX eu aconselharia ao Sr. Eck, depois dessa defecação mental, esquecer a teologia e aplicar o “Método Chuck Norris” de enquadramento de sem-vergonhas.
A cretinice de Lutero era complementada por sua teatralidade de mamulengo(algum dia você quis saber a origem do gestual ridículo, planejadamente inflamado e exagerado dos pastô evangélico no púlpito? Então… eis aí). Para todos os argumentos levantados por Eck, lá vinha o bobalhão com a mesma resposta:
– Só a Bíblia é infalível!
Assim fica fácil debater, né? Todas as indagações têm a mesma resposta. Aliás, todo crente, ainda hoje, seguindo o “Protocolo Lutero para discussões as quais você é idiota demais para vencer”, utiliza-se dessa resposta. E sempre saem rindo e arrotando superioridade. Essa lição patética foi muito bem assimilada e é a base da erística moderna. Também foi bem assimilada e aceita pela esquerdalha e pelos ateus. Entendem quando eu digo que essa turma toda tem o mesmo ancestral comum? Ao olhar para Lutero todos são condicionados a dizer: “papai!”.
Da mesma forma, gente como eu tem Eck como ancestral. Chegou uma hora que o cara perdeu a paciência e passou a responder:
– Então, sois pagão.
Criou-se em torno de Lutero a lenda de que era brilhante, um homem à frente de seu tempo. Bom, já deu pra ver que não era. Era mais o caso do filho de Satã certo na hora certa e, principalmente, no lugar certo. Mas, vamos às provas.
Além de genial, Eck era um tanto quanto ardiloso (gosto muito dele, é difícil não achá-lo fascinante). Em determinado momento, enredou Lutero de tal forma, conduzindo o peixe para sua rede com tanta facilidade, que chega a dar aquele sentimento de “vergonha alheia” por Lutero. Traçando um paralelo mais do que óbvio da heresia luterana com seu ancestral Jon Huss e deste como John Wycliffe, Eck deu seu xeque-mate.
Abrindo um parêntese muito rápido para falar de Jon Huss: ele pregava o “Sacerdócio Universal dos Crentes”, em que qualquer pessoa poderia relacionar -se com Deus sem a mediação sacerdotal e eclesial. Basicamente, Huss afirmava que o Papa errava. Já que o papa erra, vamos descer o cacete nos católicos. Poderosa essa lógica não? Faz muito sentido… O povo de Leipzig passou por poucas e boas nas mãos dos hussitas – seguidores de Jon Huss – que destruíram muitas propriedades por lá e por toda a Saxônia.
O “sábio” Lutero caiu no ardil de Eck e se danou todo: admitiu considerar corretas as heresias de Huss. Foi então que o Duque Jorge, católico devoto, chamou-o de maluco.
Para piorar a sua situação, ainda se atribui a Lutero a seguinte declaração, feita posteriormente, em referência a Eck:
 … a víbora inchou-se, exagerou o meu crime
lutero_leipzigAh! Que legal! O próprio Sr. Luther se admite criminoso! Eis aqui nosso réu confesso! Criminoso é criminoso meu caro. A pena se dá ao delito cometido, concordo, mas não é o próprio criminoso o mais capacitado para julgar o peso da mão. Acho que quanto a isso todo mundo concorda, certo? Mas o que importa saber aqui é que Eck vencera a contenda.
E o mi-mi-mi do monge maluco não parou por aí. Sem ter de quem reclamar, voltou sua retórica de pobre coitado contra o povo de Leipzig: ele ali não se sentia amado. Não é de partir o coração?
Desiludido mas muito mais louco do que anteriormente, Lutero foi chorar pitanga em outra freguesia. As atas da disputa foram enviadas para os mestres das Universidades de Erfurt, Paris, Lovaina e Colônia, que deveriam dar seu veredito. Os puxa-sacos do babão em Erfurt foram os únicos a calar, não deram resposta. Todas as outras esculhambaram Lutero. Foram detectados 26 “asserções falsas, escandalosas ou heréticas”.
Lutero foi chamado de apóstata e anatemizado pelos teólogos de Lovaina, a Atenas belga, uma das instituições de ensino mais importantes de toda a Europa.
*****
O nosso Especial Lutero continua. A seguir: porrada, tiro e bomba!
Fonte: http://ocatequista.com.br/?p=8777

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Santa Elisabete Seton: pioneira na educação católica nos EUA


santa_ana_setonBom dia meu povo,
Bom, tinha um leque bem grande de santos e santas com os quais eu poderia iniciar essa nossa nova sessão, claro, mas resolvi iniciar com uma Santa que é pouquíssimo conhecida no Bananistão, mas que merece ter seu nome melhor difundido pela cristandade: Santa Elisabete Ana Baylon Seton.
Santa Elisabete nasceu nos Estados Unidos, em Nova York, em 27 de agosto de 1774. Cresceu como uma boa e fiel anglicana. Seu comportamento era tido como exemplar e, aos 20 anos, casou-se com Willian Seton. Tiveram cinco filhos, dos quais um morreu.
Seu marido, após perder seus negócios, resolveu migrar para a Itália. Homem de saúde frágil, ele veio a falecer durante a viagem. Sozinha numa terra desconhecida, a Sra. Seton foi acolhida por uma família católica italiana, os Felichi, e ali compreendeu o verdadeiro sentimento cristão.
Convertida à verdadeira fé, Santa Elizabete Seton retornou aos EUA. Então. ela pôde sentir na pele toda a piedade cristã e o amor ao próximo que só os protestantes podem propiciar ao seu semelhante: foi humilhada e perseguida pela sua própria família. Mas o Pai maior, Nosso Senhor Jesus Cristo, estava com ela, que a tudo suportou com amor e muita coragem.
Santa Elizabete sentiu na pele o calvário da minoria católica marginalizada: seus filhos já não podiam ter acesso à escola. No século XVIII, a América do Norte era um lugar muito hostil para os verdadeiros filhos de Jesus, e até hoje é um antro de protestantes e ateus. Naquele tempo era a mesma coisa, só que com mais protestantes maçons.
santa_eliasbete_ana_seton_2Diante desta dura realidade, ela não desanimou; antes, destacou-se pelo sua dedicação espiritual e, principalmente, pelo papel que teve nodesenvolvimento da educação para católicos nos EUA. Em 1809, na Diocese de Baltimore, Santa Elisabete fundou a primeira ordem religiosa feminina americana, o Instituto de Irmãs da Caridade de São José, muito inspirada no exemplo de São Vicente de Paula e Santa Luisa de Marillac. A finalidade desse instituto era a formação de meninas, sendo o primeiro do gênero nos EUA. A primeira escola paroquial católica dos Estados Unidos foi fundada por Santa Elisabete.
Morreu piedosamente  em Maryland, em 4 de janeiro de 1821, com apenas 47 anos de idade. Em 1975, o papa Paulo VI a canonizou. Sua festa litúrgica acontece em 14 de janeiro. Conforme seu desejo, após sua morte, as Irmãs da Caridade unem-se com as Filhas da Caridade Paris.
Santa Elisabete Ana Baylon Seton, rogai por nós!
*****
Iniciamos um trabalho novo aqui nO Catequista. Falaremos agora de exemplos de vidas cristãs que iluminam a história maravilhosa da Santa Igreja, mas que são pouco conhecidos entre os católicos em geral. Buscando algo mais interativo, aceitamos solicitações de hagiografias de Santos que nossos leitores queiram ver nesta sessão Claro, responderemos dentro do possível.
Fonte: http://ocatequista.com.br/?p=8605

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Jeremias: o profeta que não era popular na escola


impopular
Você é jovem, católico devoto, e sua popularidade anda em baixa na escola, na faculdade ou entre os amigos do bairro? Normal! Estranho seria se fosse diferente. Talvez você seja – guardadas as devidas proporções – uma espécie de “Jeremias contemporâneo”.
Não há profeta na Bíblia que melhor represente a situação de muitos jovens católicos de hoje do que Jeremias. Ele sonhava em tomar um chôpis e comer dois pastel com os amigos, sentar na birosca com a galera e falar besteira. Enfim, ele queria ser um cara “normal”. Mas os planos de Deus para a sua vida eram outros…
Ainda no ventre de sua mãe, Jeremias foi escolhido e consagrado por Deus como profeta (Jer 1,5). Ao chegar à adolescência, recebeu a missão de propagar as profecias mais agourentas de toda a história de Israel. Suas palavras duras expressavam a justa ira do Senhor. E, para o profeta, isso tinha um preço…
“Nunca me sentei numa roda alegre para me divertir. Forçado pela tua mão, sentava-me sozinho, pois encheste-me de cólera. Porque será que a minha dor não tem fim e a minha ferida é tão grave e sem remédio?” (Jer 15, 17-18)
O povo tava vacilando demais, e as consequências de tanta maldade seriam nefastas. Porém, ninguém estava disposto a escutar as censuras e previsões do profeta – como a destruição de Jerusalém, do templo de Salomão e o longo exílio dos hebreus na Babilônia –, e o tratavam como um maluco fanático e inconveniente.
A Palavra de Deus, que Jeremias sempre havia “devorado”, e era motivo para “festa e alegria” no seu coração (Jer 15, 16) se tornou para ele uma pesada cruz. Jeremias foi preso, sofreu diversas tentativas de assassinato e, por onde passava, era alvo de ofensas e zombarias. Por isso, se sentiu muitas vezes tentado a abandonar sua missão. Mas manteve a fé e perseverou.
“A palavra de Javé tornou-se para mim motivo de vergonha e escárnio o dia inteiro. A mim mesmo dizia: ‘Não pensarei mais n’Ele, não falarei mais no seu Nome!’
“Javé, porém, está ao meu lado como valente guerreiro. Por isso, aqueles que me perseguem tropeçarão e não conseguirão vencer…” (Jer 20, 8-11)
Como um típico adolescente em crise, Jeremias amaldiçoou por mais de uma vez o dia em que nasceu. Sua relação com Deus era dramática: os momentos de ternura e louvor se alternavam com queixas e ressentimentos. Chegou mesmo a acusar o Senhor de ser pouco confiável (Jer 15, 18).
excluidaMas Jeremias sempre se reconciliava com Ele, se convertia novamente, reafirmando a sua esperança de que, no final de tantas dores, tudo acabaria bem. Deus estava no comando, era dEle a vitória.
Esse é um exemplo de coragem e fidelidade para os jovens católicos que, em nossos tempos, são hostilizados nas escolas, universidades e outros ambientes, por causa de sua fé e de seus valores.
É claro, poucos são aqueles cuja experiência de fé se identifica com a de Jeremias. A maioria, na verdade, prefere se adaptar aos seus amigos mundanos, a quem amam mais do que a Cristo; assim, evitam proferir qualquer palavra que possa contrariar a opinião do grupo. Suas línguas foram podadas pelo capeta.
Muitos desses católicos frouxos veem como demonstração de ódio qualquer palavra que expresse a justa ira. E se justificam com chavões batidos: “não podemos julgar ninguém”; “Cristo pregou o amor, palavras duras semeiam a divisão”; “devemos procurar viver em paz com todos…”. Segundo eles, da boca de um autêntico cristão só podem sair palavras positivas e de “paz”.
Sobre esse tipo de gente, Jeremias falou: “Sem responsabilidade, querem curar a ferida do meu povo, dizendo: ‘Paz! Paz!’, quando não existe paz” (Jer 6,14). Eles ignoram completamente as palavras do Mestre:
“Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa.”
(Mateus 10, 34-36)
Quanto a você que anda nos passos de Jeremias: persevere, amigo. Momentos ruins passam; em breve, você vai lembrar desta época de provações com alegria. Tenha certeza de que o Senhor te dará amigos 100 vezes mais verdadeiros do que estes que você tem perdido (lembra-se da promessa do cêntuplo?). Quem ri por último – ou melhor, quem ri com Cristo – ri melhor!
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sábado, 2 de fevereiro de 2013

Merdock Holmes descobre “patrimônio secreto” do Vaticano


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Você deve ser um daqueles 9 entre 10 católicos que recebeu de algum amigo ateu um link da Folha ou do Globo OnLine com a matéria sobre o imenso “patrimônio secreto” do Vaticano em Londres, erguido com a grana do governo fascista. Ok, vamos lá…
Esta bola – pra lá de murcha, como veremos – foi erguida pelo jornal britânico The Guardian, que afirma ter feito uma mega investigação, que resultou na descoberta de um “império de propriedades” da Santa Sé em Londres. Estes bens “ocultos” teriam sido adquiridos com dinheiro dado por Mussolini. Em troca, a Igreja teria reconhecido o governo do ditador.
As posses da Santa Sé em Londres ficariam escondidas nas mãos de empresas disfarçadas, justamente manter sigilo sobre as origens fascistas da riqueza.
O Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, já veio a público explicar a questão, em uma entrevista a outro jornal britânico, The Telegraph.
Tá… agora me conta uma novidade?
O Padre Federico Lombardi se disse surpreso com o fato de algo já sabido há 80 anos – atenção, 80 anos!!! – estar sendo publicado como novidade bombástica. Qualquer historiador de meia-tigela sabe que, durante o governo de Mussolini, a Igreja Católica foi indenizada pelos territórios pontifícios que foram invadidos e tomados pelo governo da Itália em 1860.
Com a compensação financeira, publicamente prevista no Tratado de Latrão, em 1929, a Igreja se comprometeu a desistir de reclamar a posse dos seus antigos prédios e territórios (entre eles, o palácio Quirinal, que hoje é residência do presidente da Itália).
Seria interessante que os geniais “investigadores” do The Guardian explicassem como a Igreja pode buscar manter sigilo sobre algo que é de conhecimento público há décadas.
Empresas disfarçadas? Ou sensacionalismo indisfarçável?
As propriedades britânicas do Vaticano são geridas por uma unidade especial chamada APSA – Administração do Patrimônio da Sé Apostólica. E, para grandes organizações multinacionais como a APSA, é comum o uso de uma rede de empresas para administrar seus bens. Não há nada de escuso nisso, como o jornal buscou sugerir.
Como podemos ver, essa é mais uma fanfarronice de profissionais de imprensa chulés, antiéticos e sem assunto. Querem posar de grandes “detetives”, mas não passam de fabricantes de papel higiênico para gatos. É só para isso que esse tipo de jornal serve!
midia_sensacionalista

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Convite: venha conhecer Jesus. Importante: traga seu cérebro!


Uma reflexão sobre Fé e Razão
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A "Cabeça de S. João Batista". Relíquia guardada em uma igreja em Amiens
Faz uns dias, o blog Apostolado Tradição em Foco com Roma (curto muito!) publicou em sua fanpage a foto de um crânio humano, identificado na legenda como acabeça de São João Batista. Nos comentários, um rapaz perguntou sobre as provas da sua autenticidade. Não havia qualquer acento de deboche ou cinismo em seu questionamento, mas o bonde dos carolinhas não perdoou: desceu o malho no “São Tomé”.
– Como ele pode ser católico e pedir provas para acreditar em uma relica de santo? Que abeçurdoooo!!! Fé de verdade dispensa provas!
Os carolinhas ignoram que há em nossa fé elementos centrais – como a crença nos dogmas e a obediência ao Papa – e outros periféricos – como a crença em revelações pessoais e relíquias. Apesar de muito importantes, estas últimas devoções não são obrigatórias.
Pensem no caso Santo Sudário, uma relíquia esplêndida, amplamente apoiada em evidências históricas e científicas que afastam a possibilidade de fraude. Nem ele conta com o reconhecimento oficial da Igreja! O Beato João Paulo II e Bento XVI já o veneraram publicamente, mas o fizeram como devoção pessoal, jamais obrigando toda a Igreja a afirmar a autenticidade do tecido.
Voltando à tal foto da relíquia de São João: surgiram comentários fazendo contraponto aos carolinhas escandalizados. Um rapaz observou que pedir provas não é censurável, já que, para canonizar uma pessoa, a Igreja exige a comprovação de dois milagres, considerando até o parecer de cientistas. Outro notou que há pelo menos três igrejas na Europa alegando a posse da mesma cabeça. E um cônego afirmou que um questionamento sério que nasce da busca sincera de Deus é melhor do que uma fé cega.
cerebro
O crédulo manda o cérebro passear quando o assunto é religião.
Esse episódio é só uma amostra de comomuitos católicos ainda estão longe de entender a relação vital entre Fé e Razão. Acaso, ao chegar na porta de alguma igreja, você já viu uma plaquinha pedindo: “DEIXE SEU CÉREBRO AQUI FORA”? Não, nunca viu? Nem eu. Mas tem gente que age como se essa plaquinha estivesse sempre lá.
Muitos nutrem a estranha convicção de que Jesus fica ofendidíssimo se a pessoa se põe a questionar sobre determinados elementos da religião. E se obrigam a crer sem pestanejar em qualquer ritual, narrativa ou objeto envolto em uma aura (ainda que duvidosa) de religiosidade. Eles não se dão conta de que o questionamento que nasce da busca sincera da verdade é bem diferente da dúvida irracional, orgulhosa e emperdernida.
Querem ver um exemplo na Bíblia? O primeiro capítulo do Evangelho de João conta que Filipe garantiu pra Natanael que tinha encontrado o Messias, e seu nome era Jesus de Nazaré. Natanael torceu o nariz e deu uma zoada:
- De Nazaré pode sair coisa boa?
Filipe então convidou o amigo a ver com seus próprios olhos. Bem, Natanael topou. Quando Jesus o viu, disse:
- Eis um israelita verdadeiro, sem falsidade.
Em vez de sentir-se lisongeado, Natanael mandou na lata: “Tu me conhece de onde, rapá?”. Um raio cruzou o céu e partiu o insolente ao meio? Que nada… Jesus respondeu, com doçura e naturalidade:
- Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira.
Para Natanael, tudo então ficou claro: o Nazareno não era ThunderCat, mas tinha “visão além do alcance”; pra completar, ainda podia ler o que se passava na mente das pessoas. E foi então que ele professou a sua fé.
Viram? Jesus não se aborreceu com aquele homem por sua descrença inicial. Ele condenava sim, a falta de fé daqueles que, já tendo recebido mil sinais e razões para crer, ainda titubeavam ou duvidavam. Por isso, muitas vezes repreendeu seus próprios Apóstolos (Tomé não foi o único a levar puxão de orelha), e mais ainda os fariseus e incrédulos de mente tapada e coração endurecido.
A fé sólida nasce do discernimento, da reflexão sobre o sentido das coisas. É uma decisão lúcida, não um passo cego. Sim, a aventura de crer, assim como os esportes radicais, envolve assumir riscos (já falamos disso aqui), mas são riscos calculados, e não saltos no escuro.
Se saltamos no abismo, não é porque sejamos loucos imaginando que vamos flutuar; mas sim porque checamos mil vezes o nosso equipamento e nos certificamos do histórico e da confiabilidade dos nossos treinadores. Além disso, antes, fomos animados pelo testemunho de muita gente que saltou e se deu bem. Em suma: se somos católicos e cremos no que cremos, é porque temos boas razões para isso.
mente_abertaQuando falamos de RAZÃO, falamos da abertura da mente ao real, levando em conta todos os seus fatores. Não estamos falando, de modo nenhum, em acreditar somente no que é cientificamente comprovado (isso também é ser mentalmente estreito), mas em estar a atentos a toda a riqueza de sinais e evidências que a realidade oferece.
Crença religiosa despida de razão não é fé, é credulidade. O crédulo, no fundo, tem receio de que o que ele crê não seja verdade, e assim reprime seus questionamentos e toma uma postura hostil à reflexão, por medo de que seu mundinho desmorone.
Mas quem joga tudo de si no relacionamento com Jesus, nada teme. A Fé e a Razão nos conduzem à verdade, à certeza de que Ele é, de que Ele vive, de que Ele é tudo em todas as coisas. Isso é liberdade!
Fonte: http://ocatequista.com.br/?p=8640

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

“A história do Evangelho foi inventada por prazer? Meu amigo, não é assim que se inventa…” (Rousseau)


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Com impacto comparável ao de “O Código Da Vinci”, o livro “O que Jesus Disse ? O que Jesus Não Disse? – Quem alterou a Bíblia e por quê” causou alvoroço e virou best-seller nos EUA. O autor, Bart D. Ehrman, alcançou o status de celebridade no mercado editorial americano.
No livro, ele defende que alterações graves foram feitas na Bíblia ao longo dos séculos pelos escribas, especialmente com a intenção de dar suporte aos dogmas católicos. Por isso, o acesso às palavras originais do Novo Testamento seria impossível ao homem contemporâneo. Enfim, mais um babaca pra gente desmascarar!
Ehrman foi apresentado no Brasil como “a maior autoridade em Bíblia do mundo”. É mesmo? Quem disse? A editora e a equipe de marketing dele, ora bolas! Bem, apesar da fanfarronice do título, currículo de peso o cara tem: é Ph.D em teologia pela Princeton University e diretor do Departamento de Estudos Religiosos da University of North Carolina.
Agora… Eu queria muito saber como é que a “maior otoridade em bibra do múndjo” pode ser capaz de afirmar asneiras infantis como as que citaremos a seguir.
Imbecilidades do dotô Ehrman
Outro dia vi uma frase no Facebook, com autoria desconhecida: “Há gênios sem educação escolar básica e imbecis com doutorado”. Esta sentença se aplica perfeitamente ao dotô Ehrman. Não creio que ele seja burro: ao contrário, o cara é bem esperto. Porém, pode ser classificado como um imbecil pelo fato de, sendo um acadêmico gabaritado, não ter vergonha de embromar uma multidão de gente desinformada com argumentos patetas.
Ehrman diz que Bíblia não é infalível, pois contém muitos erros e contradições (isso na cabeça dele). Como na passagem em que Jesus diz que Davi comeu os pães da preposição (Marcos 2, 25-26), no tempo do sumo-sacerdote Abiatar. Porém, em I Samuel 21, 1-6 está escrito que o sumo-sacerdote naquela ocasião era Aquimelec, pai de Abiatar. Essa diferença de narrativa oferece algum problema para os cristãos? Não! Por duas razões:
1) Se um fato é narrado de forma diferente em dois livros da Bíblia, não quer dizer ele esteja errado. A maioria esmagadora dessas aparentes contradições já foram exaustivamente explicadas pelos estudiosos, mas se em uma ou outra não se alcançou – ainda – uma solução satisfatória, não significa que a questão seja inexplicável. Os cientistas passaram séculos sem compreender certos fenômenos facilmente explicáveis nos dias de hoje, e nem por isso desistiram de pesquisar e alcançar a verdade.
“Se estamos perplexos por causa de qualquer aparente contradição nas Escrituras, não nos é permitido dizer que o autor desse livro tenha errado; mas ou o manuscrito utilizado tinha falhas, ou a tradução está errada, ou nós não entendemos o que está escrito.”
- Santo Agostinho
(Reply to Faustus the Manichaean 11.5, em Philip Schaff, A Select Library of the Nicene and Ante-Nicene Fathers of the Christian Church, Grand Rapids: Eerdmans, 1956, vol. 4)
2) Quase 100% das discrepâncias detectadas na Bíblia não envolvem nenhum ponto da doutrina (como é o caso dessa discrepância do nome do sumo-sacertote). São aparentes contradições relativas a nomes de cidades, datas de acontecimentos… enfim, detalhes sem importância. Nenhum ensinamento cristão é afetado por estes pontos de dificuldade.
Críticos tapados da Bíblia querem levar os desavisados a crer que as aparentes divergências entre as narrativas dos evangelistas são erros, quando não passam deformas diferentes de dizer a mesma coisa. As palavras empregadas variam, mas a essência não muda.
Como na passagem em que Mateus (28,2-5) diz que havia um anjo junto no túmulo de Jesus, enquanto João afirma que havia dois anjos (20,12)… há contradição aí? Não! Mateus citou a presença de um anjo, mas em momento algum disse que haviaapenas um anjo. Seu relato não diverge de João, afinal, onde quer que haja dois, sempre há um. Então… não há erro!
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Pra vocês terem ideia melhor de quanto as críticas do Bart Ehrman são ridículas, vou dar mais um exemplo. Em Marcos 4, Jesus compara o Reino dos Céus a uma “semente de mostarda que é a menor de todas as sementes da terra. Mas, quando é semeada, a mostarda cresce e torna-se maior que todas as plantas”. Aí, vêm o dotôphodão em bibra e diz que isso é um erro, pois a semente de mostarda, não é, de fato, a menor entre todas as sementes da Terra. Dãããããããã!
Ora, Jesus usava uma linguagem contextualizada na cultura do povo, citando em suas parábolas e imagens comparativas os elementos que faziam parte de seu cotidiano (videira, ovelhas, boi, pardais, lírio do campo, grão de mostarda etc.). Acaso o Senhor tava pretendendo dar uma aula de botânica?
A crítica sobre a passagem da semente de mostarda é tão sem lógica que chega a ser patética. Aplicando este mesmo raciocínio chapado, alguém poderia afirmar: “Jesus cometeu um erro grosseiro quando disse que os lírios do campo se vestiam melhor do que o rei Salomão. Afinal… alguém aí já viu flor usando roupa?”. Dãããããããã!
Os pontos de dificuldade no N.T. evidenciam a sua autenticidade
Na Bíblia há algumas dificuldades, algumas passagens obscuras, não erros. Ela á a Palavra de Deus, infalível.
Em vez de desacreditar o texto bíblico, os pontos de dificuldade na Bíblia evidenciam a sua autenticidade. Afinal, se os copistas e as autoridades da Igreja Católica tivessem mesmo corrompido os textos bíblicos, por que, tendo a faca e o queijo na mão…
deixaram de uniformizar as narrativas dos quatro Evangelhos, eliminando as numerosas aparentes contradições (como é o caso do número de anjos no túmulo de Jesus)?
…não alteraram nem “deletaram” as passagens que a Igreja tem trabalho para explicar, como a que cita os “irmãos de Jesus” ou a que mostra Jesus em aparente crise de fé (“Pai, porque me abandonaste?”)?
perderam a oportunidade de apresentar os Apóstolos como homens sempre sublimes? Por que mantiveram íntegras as passagens em que eles falam mal um do outro (como Paulo sobre Pedro) e agem de forma descrente, egoísta, interesseira ou tola?
deixaram de inserir textos que dessem apoio mais explícito a certos dogmas, como a Assunção de Nossa Senhora aos Céus e a infalibilidade papal?
Que cada um tire as suas conclusões. Quem tem olhos, veja!
E pensar que um dos mais belos elogios à integridade e autenticidade dos textos do Evangelho veio de um sujeito anticlerical chamado Rousseau. Ele, um dos mais importantes filósofos do Iluminismo (eca!), afirmou (grifos nossos):
Diremos que a história do Evangelho foi inventada por prazer? Meu amigo, não é assim que se inventa; e os fatos de Sócrates, de que ninguém duvida são menos atestados que os de Jesus Cristo. No fundo, é afastar a dificuldade sem a destruir. Seria mais inconcebível que vários homens de comum acordo tivessem fabricado esse livro, que o fato de um só ter fornecido o assunto. Nunca os autores judeus teriam encontrado nem esse tom nem essa moral; e o Evangelho tem traços de verdade tão grandes, tão impressionantes, tão perfeitamente inimitáveis, que seu inventor seria mais espantoso do que o herói.
rousseau“Com tudo isso, esse mesmo Evangelho está cheio de coisas incríveis que ferem a razão e que um homem sensato não pode conceber e nem admitir. Que fazer em meio a todas essas contradições? Ser sempre modestos e circunspetos, meu filho; respeita em silêncio o que não se pode rejeitar, nem compreender, e humilhar-se diante do grande Ser, o único que sabe a verdade.”
ROUSSEAUEmílio ou da Educação. Tradução de Sérgio Milliet. Rio de Janeiro:Bertrand Brasil, 1992, p. 362-363
Sem mais!
Fonte: http://ocatequista.com.br/?p=8617

Novo Testamento: texto íntegro, sem caô!


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No último post, mostramos as evidências da confiabilidade dos textos do Antigo Testamento. A comparação com os pergaminhos do Mar Morto provou que o trabalho de cópia e re-cópia, ao longo de mil anos, não corrompeu o sentido das Escrituras.
Se tamanha correção e fidelidade se deu com os textos do A.T., porque o mesmo não poderia se dar com os textos do N.T.? É o que veremos agora.
As milhares de variantes entre os manuscritos
Distribuídas entre museus e monastérios na Europa e na América do Norte, existem mais de 5 mil cópias antigas manuscritas do Novo Testamento (em grego). Detalhe: nenhuma delas é idêntica à outra. Sempre muda uma palavrinha aqui, outra ali.
Por cerca de 1500 anos, a Bíblia foi reproduzida manualmente, em especial por meio do trabalho de monges copistas. Muitos anos eram necessários para se produzir uma só Bíblia e, de um exemplar para outro, quase sempre havia alterações (variantes) – intencionais ou não – realizadas pelo copista.
Alguns estudiosos do N.T. afirmam que, comparando estas cópias manuscritas antigas, pode-se encontrar entre 200 e 400 mil variantes (uooooou!). O número impressiona, mas a sua interpretação pode ser enganosa. O fato é que quase todas as variantes entre uma cópia do N.T. e outra são IRRELEVANTES. Em sua grande maioria, são ligeiras falhas de ortografia ou palavras dispostas em ordem diferente na frase.
Tais variantes não afetam em nada a doutrina cristã. Isso os detratores da Bíblia não dizem, é claro! Imaginem o número enorme de variantes que poderia gerar a simples troca de “Jesus Cristo” por “Cristo Jesus”, ou por “Senhor” no Novo Testamento… Acaso isso produz qualquer impacto no sentido do texto?
O parecer dos estudiosos
Aqui, a gente mata a cobra e mostra a espada Jedi. Quando dizemos que as variantes encontradas nas cópias antigas da Bíblia não têm qualquer impacto na doutrina, nos baseamos no parecer de especialistas em crítica textual mundialmente reconhecidos. Explicação rápida: “crítica textual” é o estudo e comparação entre os antigos manuscritos, com a finalidade de resgatar a versão original do texto.
Daniel B. Wallace, estudioso do Novo Testamento, observa que, embora existam cerca de 300 mil variações de texto entre as cópias do N.T., a grande maioria das diferenças são completamente sem importância – erros de ortografia, frases invertidas e similares. (1) A opinião desse sujeito tem peso: ele é diretor executivo doCentro para o Estudo de manuscritos do Novo Testamento, que está digitalizando todos os manuscritos conhecidos da Bíblia, com a finalidade de garantir a preservação de seu conteúdo.
Vejamos agora o que diz Frederic Kenyon, ex-diretor do Museu Britânico, ex-presidente da Academia Britânica e da Escola Britânica de Arqueologia (Jerusalém). Tendo pesquisado por muitos anos papiros antigos, ele garante que “…em nenhum outro caso o intervalo de tempo entre a composição do livro e a data dos manuscritos mais antigos são tão próximos como no caso do Novo Testamento”. (2) Ainda segundo ele, “Não resta agora mais nenhuma dúvida de que as Escrituras chegaram até nós praticamente com o mesmo conteúdo dos escritos originais”. (3)
Bruce Metzger é um dos estudiosos mais influentes do Novo Testamento. Foi a ele que Bart Ehrman dedicou o seu best-seller “O que Jesus disse? O que Jesus não disse?” (falaremos deste livro polêmico amanhã), chamando-o de “meu mentor e Pai-Doutor”. Em uma entrevista, perguntaram a Metzger quantas doutrinas da igreja estão em risco por causa das variações entre os manuscritos do N.T. Eis a resposta:
“Não sei de nenhuma doutrina que esteja em risco. (…) As variações mais significativas não solapam nenhuma doutrina da igreja. Qualquer Bíblia que se preza vem com notas que indicam as variações de texto mais importantes. Mas, como eu já disse, esses casos são raros.”
Bruce Metzger (4)
Outra grande autoridade em Bíblia é F. F. Bruce, teólogo formado pelas universidades de Aberdeen, Cambridge e Viena. Foi professor de grego nas Universidades de Edimburgo e de Leeds; depois, assumiu o departamento de história e literatura bíblica na Universidade de Sheffield. Aposentou-se em 1978 como professor de crítica e exegese bíblica da Universidade de Manchester. Ele, que é autor do clássico “Merece confiança o Novo Testamento?”, afirma que “no mundo não há qualquer corpo de literatura antiga que, à semelhança do Novo Testamento, desfrute uma tão grande riqueza de confirmação textual”. (5)
É importante notar que os pesquisadores da Bíblia têm à sua disposição fontes muito privilegiadas da pesquisa. Afinal, eles podem comparar os textos atuais com papiros dos Evangelhos com datas muito próximas à dos manuscritos originais. Muitos desses papiros são, provavelmente, cópias diretas dos originais, ou estão distantes, no máximo, duas gerações dos originais.
Além disso, as milhares de cópias do N.T., em diversas línguas, tornam muito fácil identificar qualquer alteração relevante feita por algum copista descuidado ou mal-intencionado.
Porém, não precisa ser nenhum especialista para notar a autenticidade do texto do Novo Testamento. Há muitas evidências que podem ser verificadas pessoalmente por qualquer cristão, por meio de um simples estudo bíblico. AMANHÃ, vamos desmoralizar ainda mais esse caô de que os católicos teriam alterado o texto Bíblia para que ela melhor servisse aos seus propósitos.
Até lá!
Fonte: http://ocatequista.com.br/?p=8488
(1) WALLACE, Daniel. The Majority Text and the Original Text:  Are They Identical?. Bibliotheca Sacra, April-June, 1991, 157-8.
(2) KENYON, Frederic. Handbook to the textual criticism of the New Testament. New York, Macmillan, 1912, p. 5,ap.
(3) KENYON, Frederic. The Bible And Archaeology. New York, Harper, 1940, p. 288.
(4) STROBEL, Lee. Em defesa de Cristo: um jornalista ex-ateu investiga as provas da existência de Cristo. São Paulo: Editora Vida, 2001
(5) F. F. BRUCE. The books and the parchments. Old Tappan, Revell, 1963, p. 178, ap.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Franceses fazem biquinho, mas falam grosso!


Protesta, Povo Católico!!!!
Taí pra quem quiser ver, areação do povo francês contra a imposição do casamento gay!  Neste domingo, 800 mil pessoas lotaram Paris (as autoridades estão tentando fazer crer que eram 350 mil) e caminharam em direção à Torre Eiffel pra exigir democracia e dizer um enorme e sonoro NÃO pra quem tenta impor sua vontade contra os interesses reais do povo!
Pra começar do começo… a legalização da união civil homossexual é uma promessa de campanha do atual presidente da França, François Hollande.  Na época da eleição essa idéia era extremamente popular e foi um dos trunfos para que ele vencesse as eleições.  Normal para um país que se afasta cada vez mais da sua identidade Católica – já foi até sede da Igreja! (já fizemos um post sobre isso…clique aqui)
Mas o mundo dá voltas… e os que eram contrários a idéia conseguiram se mobilizar e viraram o jogo.  Hoje o apoio ao casamento gay está em franco declínio e piora quando entra em jogo a adoção de crianças por casais desse tipo (direito que certamente teria que ser concedido, caso a legalização fosse à frente).  Já falamos também porque somos contrários ao reconhecimento da união civil gay.  Não é pra prejudicar ninguém, mas apenas para impedir as terríveis consequências disso para a sociedade (clique aqui para entender).
Com essa reviravolta, alguns políticos retiraram seu apoio e o que parecia fácil começou a ficar difícil.  O poder legislativo retirou a proposta de permitir que lésbicas pudessem recorrer à inseminação artificial e o referendo que seria feito apenas como formalidade pra aprovar o casamento gay, ficou perigoso demais.  Quer saber o resultado?  Hollande resolveu que não iria mais consultar o povo e iria impor tudo via decreto. Gostou?  Pois é… o povo francês também não gostou e foi dizer isso em alto e bom som.
Esse tipo de tentativa anti-democrática de impor o casamento gay não é nova. Você já leu sobre isso aqui em O Catequista (clique para ler)!  Um certo deputado revelado para o mundo em um reality show tem a mesma opinião do francês Hollande: se consultar o povo não dá certo.  Isso é democracia?
Precisamos aprender com os franceses e dar nossa opinião abertamente.  Por aqui, a palavra homofobia não é usada pra quem agride ou segrega homossexuais.  É usada como “cale a boca” pra quem tem outra opinião que não é a deles.  E o problema é que aceitamos.
Vivemos a Ditadura do STF, que sem consulta ao povo, libera a união civil gay e a manipulação de embriões para pesquisas.  A desculpa é de que eram assuntos que estavam travados no Congresso Nacional.  Sabe por quê?  Porque esta casa, onde estão as pessoas eleitas como representantes do povo, era cenário de uma batalha democrática que ainda não tinha um vencedor.  A democracia tem dessas coisas… às vezes algo pode demorar muito pra ser resolvido.  Mas isso não dá a ninguém o direito de intervir sem ter a devida legitimidade para representar o povo.  No STF ninguém é eleito e tem cargo vitalício…  E sabe qual é o problema disso  tudo?  É que aceitamos…
Pois o povo francês não aceitou e deu mais um passo firme para virar de vez o jogo e impor sua vontade, como manda a verdadeira democracia.  Que sirva de exemplo para nós…
Abraços!
Fonte: http://ocatequista.com.br/?p=8564

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

iPadres: a maçã continua sendo o fruto proibido?


Morde a maçã, Povo Catolicooooo!!!!
A leitora Marilia Barros enviou a mensagem abaixo, relatando que alguns padres modernosos estão introduzindo uma nova modinha nas celebrações: usar tablets no lugar dos Livros Litúrgicos. Muitcho muderno, não é?  Os padres estão definitivamente antenados com as novidades tecnológicas…  Mas, será que pode?
“Olá Catequistas!! Tudo bem?? Sou catequista aqui em Maceió – AL e tento acompanhar sempre o blog… Há algum tempo tem uma moda que está me deixando curiosa e intrigada… Missas celebradas com tablets.  Essa moda já chegou por aí? Será que vai pegar? O que vocês acham disso??
É errado?? Muitas perguntas hein?? Será que minha dúvida vira um post!!?? hauhauhuahua
Obrigada! Felicidades!!!”
Marília Barros
Viu Marília?  Virou post mesmo!  Obrigado pela colaboração!
Começando a responder a sua pergunta… jáaaaa… a moda já chegou por aqui!  O Youcat demorou um ano, mas a ondinha de celebrar com o iPad foi rápida.
Mas e aí????  Devemos aplaudir a modernidade ou nos armar de foices e tochas pra resolver a situação?  Bem… aplaudir não rola, já que o bonito mesmo seria usar os Livros Litúrgicos e pronto.
Mas muita calma nessa hora… guardem as tochas!!!  Não vamos encontrar nenhum documento da Igreja falando sobre tablets, mas podemos fazer uma analogia: já queusamos amplamente o famoso folhetinho da Missa pra simplificar a vida, porque um tablet não poderia?  Afinal, só estamos substituindo o papel por um trambolho eletrônico, que executa exatamente a mesma função.  Se um pode, o outro pode também.
Tudo resolvido então?  Não ainda…  Vamos considerar 3 questõezinhas antes de entrar na Igreja com cacarecos eletrônicos na mão:
1 – ADEQUAÇÃO: será que alguém que vai pedir doações no meio da Missa (a famosa cestinha) deveria estarostentando desnecessariamente (afinal temos os folhetinhos… necessário não é) algo inacessível para a maioria da população, justamente por causa do preço?  Pode ser que em alguns lugares mais abastados passe até desapercebido, mas em outros certamente vai chamar mais atenção do que Cristo, que é o verdadeiro sentido da Missa!
Veja bem… não estou dizendo que padres não devem ter tablets! Estou chamando atenção para duas coisas: a atitude de ostentação e o desvio da atenção na Missa!  Uma coisa é o padre chegar de carro na paróquia… outra é chegar de Ferrari.
2 – DISTRAÇÃO: um tablet também pode ser um excelente meio de fuga para aquele diácono ou padre concelebrante que não está muito a fim de prestar atenção na homilia… afinal, a internet está ali, ao alcance dos dedos! E o altar não é o melhor lugar pra conferir as novidades dO Catequista! Pra que dar mole pra tentação?
3 – CONHECIMENTO DOS LIVROS: esse é o mais grave de todos!!!! Se o padre está se escondendo atrás de um tablet por falta de habilidade ou paciência com os Livros Litúrgicos, temos um problema seríssimo!  Nem falo nada…
Enfim, povo católico, cá entre nós: não há nenhum motivo pra alguém usar tablets na Missa, já que o papel é muito mais leve e conveniente.  Maaaaaass, porém e contudo… não há porque demonizá-los, uma vez que exercem a mesmíssima função dos folhetos!Basta pesar bem as questões colocadas acima.
Com criatividade, cuidado e muito respeito, dá pra aproveitar bem as novas tecnologias e colocá-las a serviço do que realmente interessa: Cristo e o Seu povo.
Abraços!