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domingo, 23 de junho de 2013

O valor da Santa Missa na sua vida

Bom dia...a paz de Jesus!



Depois da nossa reunião do Grupo de Jovens Josec ontem a noite, não poderia deixar de postar mais algum material importante deste momento que é o ápice da vida de um cristão: A SANTA MISSA!





A Igreja nos ensina o grande valor da Santa Missa. Vejamos:
Na hora da morte, as missas que tivermos assistido serão a nossa maior consolação.
Toda missa implora o perdão para você junto à justiça divina.
Em toda Missa você diminui a pena temporal devida aos seus pecados, a ser paga no purgatório.
Assistindo com devoção à missa, você presta a maior das honras à santa humanidade de Jesus Cristo.
Ele compadece-se de muitas de suas negligências e omissões.
Perdoa os seus pecados veniais não confessados, dos quais porém você se arrependeu.
Diminui as tentações de satanás sobre você. Sufraga as almas do purgatório da melhor maneira possível.
Uma só missa que você assistir em vida terá mais valor do que muitas a que outros assistirão, por você depois de sua morte.
A Missa preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam.
Toda Missa alcança para você um grau de glória maior no céu.
Pela Missa você é abençoado em seus trabalhos e interesses pessoais.
“Fica sabendo, ó cristão, que mais merece ouvir devotamente uma só missa do que com distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a terra.” (São Bernardo, doutor da Igreja).
“Nosso Senhor nos concede tudo o que lhe pedimos na Santa Missa: o que mais vale é que nos dá ainda o que nem sequer cogitamos pedir-lhe e que, entretanto, nos é necessário.” (São Jerônimo).
“Se conhecêssemos o valor do Santo Sacrifício da Missa que zelo não teríamos em assistir a ela.” (Cura d’Ars — São João Vianney).
“A Missa é o sol da Igreja.” (São Francisco de Sales, doutor).
O pão e o vinho oferecidos na Missa representam todo o universo e toda a humanidade que Cristo oferece ao Pai com todas as suas chagas, trabalhos e dores. Ali você oferece também a sua vida e se oferece também a Deus para fazer a Sua vontade.
Pela celebração da santa Missa, o mundo volta reconciliado para Deus e somos salvos.

A Missa é o centro da fé, é o cerne do Cristianismo, é o coração da Igreja, é o centro do universo.
Na Eucaristia Jesus vem morar em você para ser o seu Alimento da caminhada, a Força contra o pecado, e para transformar a sua vida de homem em vida de filho de Deus.
Quando você Comunga o Corpo de Cristo, você se une a Ele, de fato, e se torna membro do Corpo de Cristo, unido a todos os irmãos do céu e da terra. É a redenção do mundo!
Nunca compreenderemos totalmente a magnitude da santa Missa…
Por todos esses ensinamentos da Igreja e dos Santos você pode compreender a importância da Missa, que só existe na Igreja Católica.
Nela Deus guardou, há 2000 anos, este tesouro para você.
Pela Eucaristia Jesus está presente em Corpo, Alma, Divindade, na Hóstia consagrada, para ser nosso remédio e sustento.
Prof. Felipe Aquino

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Dedicação da Basílica do Latrão


Celebramos nesta sexta-feira a Dedicação da Sacrossanta Basílica do Latrão. O que é a Basílica do Latrão? É a Sé Catedral da cidade de Roma, que foi construída entre os anos de 314 e 335 e fundada pelo Papa Melquíades na propriedade oferecida e doada para esse fim pelo imperador Constantino, ao lado do Palácio Lateranense. Mas, porque se chama Basílica do Latrão? Porque esta Basílica foi construída no terreno “dei Laterani”, ou seja, da família proprietária da chácara, herdada pela mulher de Constantino, o Imperador Romano, que a doou ao Papa.

Esta Basílica tem um significado muito especial para a cristandade: lá foram celebrados os cinco Concílios Ecumênicos. Diz a tradição da Santa Igreja que o aniversário de sua dedicação, celebrado originalmente só em Roma, comemora-se em todas as comunidades do rito romano com a finalidade maior de enaltecer o ministério petrino do Sumo Pontífice que de sua Basílica Patriarcal preside na caridade a única Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo que congrega, por seu gesto primacial, todas as Igrejas de todo o orbe. A Basílica de Latrão, portanto, é a Mãe de todas as Igrejas de todo o mundo católico.

Até a construção do Vaticano o Santo Padre morava no Palácio Lateranense que é anexo a Basílica de mesmo nome. Portanto a Basílica do Latrão é a Catedral do Papa em Roma, é a Igreja que é a Mãe e cabeça de todas as Igrejas. 

A Basílica do Latrão tem como padroeiro principal o Santíssimo Salvador. Tem como dois co-patronos, São João Batista, celebrado a 24 de junho e São João Evangelista, celebrado a 27 de dezembro. Dois homens que caminharam nas estradas da salvação. João Batista, o precursor, aquele que preparou os caminhos para Jesus anunciando que Outro viria batizar com o Espírito Santo, porque ele batizava com água. São João Evangelista, o apóstolo bem amado, o último apóstolo a morrer e com a sua morte se considera fechada às portas das revelações e dos ensinamentos bíblicos do Novo Testamento. Por isso mesmo o povo de Roma conhece a Basílica celebrada hoje como a Basílica de “São João do Latrão”.

DEO OPTIMO MÁXIMO, ou seja, A DEUS OTIMO E MÁXIMO celebramos a festa de hoje. Dedicada a Deus ótimo e máximo a Basílica de Latrão quer interpelar em cada um de nós um compromisso evangelizador renovado de profundo amor e seguimento a Nosso Senhor e Divino Salvador Jesus Cristo e a Sua Igreja. Não há Igreja no mundo que não seja dedicada a DEUS O SALVADOR. Todas as Igrejas, evidentemente são dedicadas a um Santo ou a uma Santa que viveram a radicalidade do Evangelho e servem-se como luzeiros na nossa caminhada de fé e de esperança cristã. Mas, estes santos viveram a sua vida, dedicaram a sua vida a DEUS ÓTIMO E MÁXIMO.

Todos nós participamos a cada domingo da celebração da liturgia eucarística que, via de regra, é celebrada dentro de uma Catedral, de uma Basílica, de uma Matriz, de uma Capela Filial, de um Oratório, de um Orago, de um centro comunitário, de uma praça ou no próprio logradouro público. A Igreja, esta Igreja como templo em que estamos dentro é o edifício pelo qual todos nós nos reunimos para adorar a DEUS ÓTIMO E MÁXIMO, ao Divino Salvador.

Mas, graças a Deus, a Igreja transcende o templo de pedra. A Igreja é a comunidade viva de fiéis, é a reunião de todos os batizados que vem adorar ao Deus Salvador. Assim nos ensinou o Concílio Vaticano II: “A Igreja não se acha deveras consolidada, não vive plenamente, não é um perfeito sinal de Cristo entre os homens, se aí não existe um laicato de verdadeira expressão que trabalhe com a hierarquia. Porque o Evangelho não pode ser fixado na índole, na vida e no trabalho dum povo, sem a ativa presença dos leigos”(Cf. Decreto “Ad Gentes” n. 21). Continua o Concílio Ecumênico Vaticano II: “O principal dever dos homens e das mulheres é dar testemunho de Cristo pelo exemplo e pela palavra, na família, no seu ambiente social e no âmbito da profissão”(idem).

Vivemos todos dentro da grande comunidade de fiéis chamada Igreja ou “Ecclesía”, o que significa, assembléia ou comunidade de fiéis, comunidade do povo de Deus peregrino. São Paulo nos ensinou que a comunidade cristã é o templo de Deus, onde quer que esteja ou se que se reúna para o louvor do Deus Altíssimo e Onipotente. Todos os fiéis que fazem parte do corpo místico de Cristo constituem a comunidade orante, a comunidade militante e a comunidade padecente que formam a grande Igreja, Jerusalém celeste conforme celebramos há dois dias a Solenidade de Todos os Santos e Santas de Deus. O próprio fiel, pelo Batismo, é templo e morada do Espírito Santo. Todos nós somos membros da pedra viva, o “Corpo de Cristo”.

Assim, rezemos, pois, elevando nossos pensamentos ao Senhor da Vida para que a Igreja que peregrina no mundo, a partir do primado da Caridade de Bento XVI, que da Catedral Lateranense a todos abençõe a congrega na unidade, para que possamos todos cantar as alegrias eternas neste vale de lágrimas, aonde a justiça, a paz, a concórdia, a misericórdia e a acolhida fraternal sejam a nota de júbilo e louvor ao DEUS ÓTIMO E MÁXIMO que se consagra a Basílica do Latrão e que, diuturnamente, se consagra à vida de cada um dos cristãos. Amém!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora do Sorriso


A devoção de Nossa Senhora do Sorriso, está muito ligada à Santa Teresinha do Menino Jesus. O espírito de devoção filial para com Maria marcou a vida inteira dessa pequenina grande Santa. Sensibilíssima e precoce decidiu se dedicar a Deus desde a infância. E fez de sua vida consagrada uma singular projeção missionária da Virgem Santíssima. Por isso, é modelo de empenho missionário, sem nunca ter saído do Carmelo de Lisieux, França.
Os fundamentos da religião Teresinha aprendeu com seus pais, Luis Martin e Zélia Guerin. O pai era um fervoroso devoto mariano e possuía uma imagem da Santíssima Virgem no seu quarto. Quando se casou, a imagem passou para a família. Teresinha era a caçula de nove irmãos. Sofreu um grande trauma, em 1877, quando sua mãe Zélia adoeceu e morreu em poucos meses. Então, com quatro anos de idade, ficou sob os cuidados da sua irmã Paulina.
Em outubro de 1882, Teresinha sofreu outro forte golpe, ficou sem a 'segunda mãe'. Paulina ingressou no Carmelo de Lisieux, com a benção do pai. A tristeza de Teresinha se tornou uma doença que se agravava a cada dia. Na noite da Páscoa de 1883, as crises de tremores começaram e duraram semanas. O médico da família diagnosticou uma profunda depressão motivada por frustração afetiva. A imaturidade emocional própria dessa idade, não permitiu que ela assimilasse a perda das 'duas mães'. Vivendo na angustia do abandonado e sem conseguir reagir, apresentou um comportamento regressivo que a levou a ser tratada como uma recém nascida. Um caso gravíssimo e, na época, sem cura na medicina.
Paulina, unida às demais carmelitas do Convento de Lisieux, intensificou as súplicas em oração a Nossa Senhora, para lhe obter a cura. Com essa intenção, seu pai Luis mandou celebrar uma novena de Missas no santuário de Nossa Senhora das Vitórias de Paris, acompanhada por todos os parentes e amigos. Enquanto ele e as outras filhas rezavam diante da imagem da Virgem colocada ao lado do leito da menina enferma.
Mais tarde, no livro de sua autobiografia, 'História de uma alma', Santa Teresinha narrou que só foi curada dessa enfermidade pela intervenção materna de Maria. Escreveu que: 'No dia 13 de maio de 1883, festa de Pentecostes,... do leito, virei meu olhar para a imagem de Nossa Senhora e... De repente, a Santíssima Virgem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca vira algo semelhante, seu rosto exalava uma bondade e uma ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o 'sorriso encantador da Santíssima Virgem'. Todas as minhas penas se foram naquele momento, duas grossas lágrimas jorraram das minhas pálpebras e rolaram pelo meu rosto, eram lágrimas de pura alegria... Ah! Pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, estou feliz... (...) Fora por causa dela, das suas intensas orações, que eu tivera a graça do sorriso da Rainha do Céu...' (Ma, 30v).
A esta imagem ela deu o título de 'Virgem do Sorriso' e a invocação começou com seus familiares. Depois, ela levou a devoção para o Carmelo de Lisieux, onde ingressou aos quinze anos de idade, por deferência especial do Papa Leão XIII. Finalmente, foi divulgada em todas as ordens carmelitas e se propagou no mundo.
A imagem de Nossa Senhora do Sorriso, de Santa Teresinha tem menos de noventa centímetros de altura, é uma reprodução da obra do artista Bouchardon. Esteve em frente da enfermaria do Carmelo de Lisieux, onde ela concluiu a sua breve existência de vinte e quatro anos, em 1897. Hoje, a imagem é venerada na capela do mesmo Carmelo, acima da cripta de vidro que guarda as relíquias da Santa. Nossa Senhora do Sorriso, de Santa Teresinha também é celebrada no dia 15 de agosto.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora de Sion


O jovem Afonso Ratsbonne pertencia a uma rica família israelita. Jovem e boêmio, dizia-se ateu. Certa feita, empreende longa viagem ao Oriente e resolve passar alguns dias em Roma, onde, ao ver a degradação dos judeus no "ghetto" romano teve seu ódio aos cristãos ativado.
Após visitar todos os pontos históricos e artísticos da capital italiana decide ir à casa de um amigo protestante que há tempos não via. Ao entrar, porém, em sua residência, o empregado equivocou-se e levou-a à presença do irmão desse amigo, o barão de Bussières, fervoroso católico, há pouco convertido do protestantismo.
Conversam amigavelmente e após alguns minutos travou-se entre ambos uma forte discussão sobre religião. O barão teve uma idéia: lançou-lhe ao pescoço a "Medalha Milagrosa". Ratisbonne protestou, mas aceitou educadamente o presente e concordou ainda em copiar a famosa oração à Virgem, o "Lembrai-vos".
No dia seguinte, Ratisbonne encontrou-se por acaso com o barão em frente à igreja de Santo André e, para fazer-lhe companhia, penetrou no templo. Ao cabo de alguns minutos, cansado de esperar pelo amigo que se dirigira à sacristia, o judeu correu à igreja com os olhos para ver se encontrava alguma obra de arte, mas, de repente, uma visão deslumbrante prendeu-lhe a atenção.
Uma Senhora de porte majestoso, adornada de roupas alvíssimas e com um manto azul sobre os ombros, mais luminosa do que o sol e olhando-o com inefável doçura, parecia ter os braços abertos inclinados para ele. Sem saber como, o ateu ajoelhou-se junto à balaustrada da capela. Procurou erguer os olhos, mas a Virgem da Medalha levantou duas vezes a sua mão e colocou-a sobre a cabeça de Afonso, obrigando-o a baixá-la. Neste ínterim, o barão de Bussières, apreensivo por ter feito seu companheiro esperar por muito tempo, procurou-o pela igreja e viu Ratisbonne de joelhos e imóvel. Impressionado, olhou-o de perto e percebeu que seu rosto estava pálido e banhado em lágrimas. O barão chamou-o e Afonso abraçou-o soluçando e pediu para falar com um sacerdote.
Após alguns dias de instrução religiosa, Afonso Ratisbonne foi batizado solenemente e, quando o padre perguntou-lhe o nome, respondeu humildemente: "Maria".
Este fato ocorrido em 1842 não permaneceu isolado, pois devido à conversão de seu irmão Afonso o padre Teodoro Ratisbonne, que há muito tempo pertencia ao redil de Cristo, teve a idéia de fundar uma congregação religiosa destinada a trabalhar pela conversão do povo de Israel.
Unindo seus esforços nesta instituição missionária e movidos pelo mútuo e supremo ideal de salvar as almas, os dois irmãos ficaram imaginando qual nome que daria à sua ordem religiosa, fundada sob a inspiração de Maria Santíssima. Debalde procurava o padre Teodoro imaginar um novo título para a Rainha do Céu, quando certo dia, após celebrar a santa missa, ao abrir um livrinho para rezar a sua "ação de graças", a primeira palavra que viu foi: SION (Sião). Esse nome essencialmente bíblico harmonizava-se tão bem com a obra iniciada pelos irmãos Ratisbonne, que logo foi adotado, criando-se assim para a nova congregação o título de Nossa Senhora de Sion, que é representada de pé com a vestimenta das mulheres de Israel, tendo sobre a cabeça uma coroa de quatro pontas. Segura com as mãos o Menino Jesus, que está sentado sobre elas, de costas para sua mãe.
A Congreação espalhou-se pelo mundo inteiro, tendo as religiosas chegado ao Brasil em 1889, onde instalaram uma casa no Rio de Janeiro e em Petrópolis.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora da Saúde


A devoção a Nossa Senhora da Saúde teve início em Portugal, na época da “grande peste”, em meados do século XVI. No verão de 1569 o contágio chegou ao máximo e todos os esforços foram feitos pelo rei D. Sebastião, que chegou a pedir médicos à Espanha, a fim de debater o mal.
O povo então, ao ver que os recursos humanos falhavam, recorreu à Mãe de Deus, organizando procissões de penitência em honra de Nossa Senhora da Saúde.
Em 1570, tendo diminuído o número de mortes, foi escolhido o dia 20 de abril para agradecer a nossa a Senhora pelos benefícios. Em festiva procissão, levada em rico andor, a bela imagem da Virgem Maria recebeu o título de Nossa Senhora da Saúde.
De Portugal, esta invocação veio para o Brasil, sendo as primeiras imagens trazidas de lá para salvador, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A igreja de Nossa Senhora da Saúde em São Paulo, realiza a festa de sua padroeira no dia 15 de agosto, dia da celebração da Assunção de Nossa senhora, com festas religiosas e recreativas, destacando-se o Tríduo e a Missa solene seguida de procissão pelas ruas. Todo dia 15 às 15:30 hs é celebrada a Missa e Benção dos enfermos.
Constatamos com alegria que a devoção a Nossa Senhora da Saúde está aumentando entre os fiéis, inclusive de outros estados do Brasil.

Oração Nossa Senhora da Saúde

À Vossa proteção recorremos, ò Santa Mãe de Deus, Consoladora dos aflitos e Saúde dos enfermos. Não desprezeis nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos ,Ó Virgem Gloriosa e Bendita, Senhora Nossa, Medianeira Nossa, Advogada Nossa, com Vosso Filho reconciliai-nos, A Vosso Filho recomendai-nos, a Vosso Filho apresentai-nos.



terça-feira, 7 de agosto de 2012

Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora de Salette


Nossa Senhora apareceu em 19 de setembro de 1846 nos Alpes Franceses apareceu a dois pastorzinhos, a que eles chamaram de Bela Senhora. Apareceu chorando com as mãos cobrindo o rosto, sentada numa pedra e quando aproximam-se levanta e diz para as crianças não terem medo e lhes diz de sua tristeza por ser obrigada a pedir pelos homens a seu filho Jesus para que não os abandone, e estes nem ligam. Fala que o que torna isto mais difícil são os carroceiros juram usando nome de seu Filho, as pessoas que trabalham todos os dias da semana e lembra que somente algumas pessoas idosas vão à missa e ainda que as pessoas não faziam o jejum da quaresma e que reclamavam da colheita blasfemando. 
Particularmente às crianças disse que deveriam rezar ao menos um pai-nosso e uma ave-maria ao levantar e deitar e quando fosse possível que fizessem mais. Ela disse que se não se convertessem não haveria trigo e nem batatas naquele ano, mas que se se convertessem haveriam colheitas excepcionais e muita abundância. Ela desapareceu dizendo aos pastores que levassem esta mensagem a todo o seu povo.
Logo após a aparição muitas pessoas foram curadas de suas enfermidades, muitas delas as tinham durante cerca de 20 anos, foram curadas ao fazerem a novena da Salette ou tomando água da fonte que nasceu no local onde Nossa Senhora apareceu aos pastorzinhos.
Hoje a devoção da Salette permanece, as pessoas fazem a novena, vem às Igrejas de N.Sa.Salette e são agraciadas com a saúde, com o emprego, tornando sua mensagem sempre atual.



segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora do Rosário


Tudo o que no Pai Nosso pedimos, é muito reto, muito bem ordenado e conforme a fé, esperança e caridade cristã, e já por isto tem o especial agrado da SS. Virgem. Além disto, ouvindo-nos rezar, Ela reconhece em nossa voz  o timbre da voz de seu Filho, que nos deu e ensinou à viva voz esta oração e nô-la impôs dizendo: Assim deveis rezar.  Maria, vendo-nos assim com o Rosário, cumprindo fielmente a ordem recebida, com tanto mais amor e solicitude nos atenderá.
“As místicas coroas que lhe oferecemos, são-lhe sumamente agradáveis e penhores de graça para nós” (Leão XIII). A própria Rainha do Céu fez-se quase fiadora da  eficácia desta excelente oração. 
A origem da devoção à Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão. Foi  por sua inspiração que São Domingos fez do Rosário  sua poderosa arma para combater a heresia dos albingenses, isto no início do século XIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na França.  Fundou a ordem dominicana e por sua intensa propagação e devoção, a Igreja lhe conferiu o título de"Apóstolo do Santo Rosário".Existem, inclusive, certas versões históricas que afirmam ter Nossa Senhora aparecido a São Domingos segurando o Menino Jesus no colo e oferecendo-lhe o santo Rosário, e cuja propagação e divulgação teria tomado impulso por pedido pessoal de Maria Santíssima.
À recitação do  Rosário é que a igreja atribui os seus maiores triunfos, e grata atesta, pela boca dos Sumos Pontífices que:
“pelo Rosário todos os dias desce uma chuva de bênçãos sobre o povo cristão”(Urbano IV);  “que é a oração oportuna para honrar a Deus e a Virgem, como afastar bem longe os iminentes perigos do mundo” (Sixto IV);  “propagando-se esta devoção, os cristãos  entregues à meditação dos mistérios inflamados por esta oração, começarão a  transformar-se em outros homens, as trevas das heresias dissipar-se-ão e  difundir-se-á a luz da fé católica” (São Pio V);  "desejamos ver sempre mais largamente propagada esta piedosa prática e tornar-se devoção verdadeiramente popular de todos os  lugares, de todos os  dias" (Leão XIII).
Nos mistérios do Rosário, contemplamos todas as fases do Evangelho: 

Os mistérios gozosos

Retratam as meditações da anunciação do Anjo a Nossa Senhora, visitação de Maria à Santa Isabel, nascimento triunfante de Jesus,  sua apresentação no templo e Jesus, entre os doutores da lei.

Nos mistérios dolorosos

Contemplamos a agonia de Jesus no horto,  flagelação de Jesus, a coroação de espinhos,  o calvário, a crucificação e morte de Jesus. 

Nos mistérios gloriosos

A Ressurreição de Jesus, a sua Ascensão aos céus,  a vinda do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos,  a Sua Assunção  e gloriosa  Coroação. 
E,  sob inspiração maternal de Nossa Senhora, no dia 16/10/2002,  pela carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, que Sua Santidade o Papa João Paulo II acrescentou ao Rosário os Mistérios Luminosos,  que retratam a  vida pública de Jesus,  desde o seu batismo no Jordão,  o primeiro milagre nas Bodas de Caná,   proclamação do reino, transfiguração e  instituição da Eucaristia.  Estes mistérios foram inseridos entre os mistérios  gozosos e os dolorosos, formando um perfeito complemento da meditação da Bíblia. 
A santa devoção atravessou os séculos sempre com o empenho da Santa Igreja de difundi-lo. Tem a virtude de excitar e nutrir em nós o recolhimento, pondo-nos em contato com os mistérios da nossa religião. É a oração do sábio e do ignorante, pois, como nenhuma outra, se adapta à capacidade de todos.  
Peçamos a Maria Santíssima a graça de sermos não só fiéis propagadores, mas principalmente perseverantes na prática de sua recitação, e que tenhamos sempre o desejo inflamado de rezá-lo sempre com muito entusiasmo e alegria.  E que tenhamos a convicção de que o Rosário une o tempo à eternidade, a cidade terrena à cidade de Deus.


domingo, 5 de agosto de 2012

Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora das Rosas


A Rosa simboliza  há muito tempo grande mistério.  Na catacumba de São Calixto (Século III) os cristãos pintavam rosas como sinal do paraíso. São Cipriano de Cartago escreve que é o sinal do martírio.
No século V a rosa já era sinal metafórico da Virgem Maria. Edulio Caelio foi o primeiro a chamar a Maria “rosa entre espinhos”. Quatro séculos depois o monge Teófanes Graptosusa  faz a mesma comparação referindo-se à pureza de Maria e a fragrância de sua graça.  Para Tertuliano e Santo Ambrósio a raiz representa a genealogia de Davi;  o broto é Maria e a flor, rosa, é Cristo. 
A veneração da Rosa Mística remonta aos primeiros séculos do cristianismo. No hino  “Akathistos Paraclisis”  das igrejas do Oriente, é como uma espécie de Rosário cantado a invocação: “Maria, Tu, Rosa Mística,  da qual saiu Cristo como milagroso perfume.” Podemos ver também como nas Ladainhas Lauretanas (1587), em honra à Santíssima Virgem,  que trazem o título de Maria Rosa Mística.
A  partir do século V que a rosa passou a simbolizar Maria Santíssima. As gravuras e  ícones marianos orientais representam a Mãe Imaculada com o Filho nos braços e uma rosa na mão. O ocidente  deu outras expressões a essa iconografia Mariana. Sob título de "Madona da Rosa" ou "Madona das Rosas", foram executadas  diversas obras especialmente para adornar diversos Santuários no mundo.
A devoção à Nossa Senhora "das Rosas" teve início no século XV e está ligada a dois fatos extraordinários, ocorridos na região da Brescia, Itália. 
Era noite de 3 para 4 de janeiro de 1417, quando dois mercadores romanos dirigiram-se à localidade de Brescia, rumo à Bérgamo (Itália), quando acabaram se perdendo em um bosque dum vilarejo chamado Albano.  Estavam a oito quilômetros do destino, mas perdidos na selva,  quando foram duramente castigados pelo frio e pela fome,  já que o local estava coberto pela neve.  Neste momento pediram fervorosamente auxílilo ao Senhor, invocando a ajuda e intercessão da Virgem Maria, fazendo o firme propósito de erguerem uma capela em sua honra, caso os libertasse daquela situação desesperadora.  Foi quando subitamente veio do céu um raio de luz rompendo a escuridão, onde um grande feixe luminoso indicou o caminho até a entrada da cidade.
Com ânimo renovado,  sentiram grande júbilo diante do maravilhoso milagre. 
Ao aproximarem-se da basílica de Santa Maria Maggiore, quando ainda rezavam agradecendo a Deus,  sucedeu-lhes um segundo milagre. A Virgem Imaculada apareceu num trono de nuvens, rodeada de rosas. Tinha no colo o Menino Jesus,  que também trazia na mão um pequeno maço de rosas. Era um espetáculo do paraíso realizando-se diante dos seus olhos. 
Ao amanhecer, a notícia defundiu-se rapidamente junto ao povo e também junto à autoridade civil;   o fato prodigioso foi grande sinal de benevolência da parte do céu para a cidade de Bérgamo, aflita por muitos problemas, já que a Itália atravessava sérias contendas, inimizades e discórdias, principalmente pelo fato da Igreja encontrar-se contundida pela divisão de cismas. Isto fez com que São Bernardino de Sena suplicasse uma bênção especial à Nossa Senhora, no mesmo instante daquela noturna aparição. 
Todas as intenções de erigir um templo em reconhecimento à tantas graças recebidas por parte de Nossa Senhora, foram informadas ao novo Papa Martinho V, eleito no Concílio de Constança, em 11 de novembro de 1417.  No ano seguinte (1418), foi o próprio Papa quem autorizou a construção  do templo  mariano  no Monte Bérgamo, hoje Monte Róseo, inaugurada em maio daquele ano.  Os mercadores que haviam feito doações para a primeira obra, acabaram adquirindo também um terreno no vilarejo de Albano,  local do primeiro milagre e aí construíram uma capela também dedicada a Nossa Senhora das Rosas.
A devoção de Nossa Senhora das Rosas atravessou séculos e reascendeu-se  com  por ocasião da  difusão da epidemia de cólera, em 1855.  O pároco de Albano não só exortou a população a recorrer à Nossa Senhora das Rosas, mas fez um voto de erigir no local onde estava a capela,  um Santuário em sua homenagem,  caso cessasse o contágio. O contágio cessou em 20 de setembro de 1855,  iniciando-se a construção do santuário com aclamação unânime da população local. Nossa Senhora das Rosas é celebrada no dia 04 de Janeiro, conforme  decreto pontifício firmado em 1877 pelo Papa Pio IX.  


sábado, 4 de agosto de 2012

Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora do Rócio


O culto à Virgem do Rocio teve inicio no séc. XVII, logo após a elevação do pelourinho em Paranaguá, em 1648. Quando, em 1686,os habitantes desta Vila, às margens de sua baia, foram assolados por uma peste, essa gente recorreu aos favores de Maria, Mãe de Jesus, invocada neste título, para que os livrasse desta terrível lamúria. Desde aí, esta Virgem vem sendo o socorro dos aflicões dos devotos católicos paranaenses. Rocio era o perímetro das Vilas, onde terminava a povoacão, o arruamento, e comecava a se condensar orvalho matutino. Rocio quer dizer orvalho, em português arcaico Nossa Senhora do Rocio é Nossa Senhora do Orvalho Matutino, Nossa Senhora do Amanhecer.

O Paraná amanheceu no rocio de Paranaguá

As festas do Rocio fizeram-se famosas pelos fandangos caboclos, com violas, rabecas, e tambores de madeira tiradas das árvores das ilhas e dos manguezais da baía de Paranaguá. Na gravura da Impressora Paranaense ( casa fundada pelo Barão do Sêrro Azul ), o pintor paranaense Arthur Nísio - na época do Centenário do Paraná ( 1953) - idealizou a Virgem, orvalhando com sua bencão, seu santuário e a baía, antes das modificacões que o afastaram do mar
O Papa Paulo VI em 1977 declarou Nossa Senhora do Rocio como a padroeira do Paraná, sendo a iniciativa ratificada pelo governador Jaime Canet

A proclamação como Rainha do Paranaguá

Foi durante a 24ª Assembléia dos Bispos do Paraná, que Dom Bernardo José Nolker comunicou a realização de uma aspiração do Episcopado e do povo do Paraná: Nossa Senhora do Rocio fora proclamada Padroeira Perpétua do Estado do Paraná. no dia 11 de março de 1977. A petição havia sido feita por dois Arcebispos e 22 bispos do Estado do Paraná, além dos pedidos formais do governador do Estado, Poder Legislativo e Judiciário. A concessão feita ao estado do Paraná, pelo que se sabe, é a única, não constando que outros Estados a tenham conseguido ou solicitado.

O Decreto

decreto, Protocolo CD 768/77 da Sagrada Congregação para os sacramentos e o culto Divino, declara em nome do Papa Paulo VI, Nossa Senhora do Rosário do Rocio eleita Padroeira do Paraná, junto a Deus. O Protocolo fez-se acompanhar de Breve Apostólico (carta) com data de 30 de julho de 1977, assinada pelo Cardeal João Villot, Secretário de Estado do Vaticano, declarando Nossa Senhora do Rocio Padroeira do Paraná para o presente e futuro, "ad aeternum". Dom Bernardo José Nolker, Bispo da Diocese de Paranaguá, onde está o Santuário da padroeira, entende que o privilégio que o Papa concedeu servirá para intensificar a devoção a Nossa Senhora. D. João Francisco Braga, primeiro Arcebispo do Paraná, há mais de cinqüenta anos. Assim se expressava: "Que a província Eclesiástica de Maria tenha o seu Santuário, de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá".

Histórico

A referência histórica mais antiga é de 1686, quando da epidemia chamada "Peste da Bicha", em Paranaguá, narrada por Vieira dos Santos, quando a cidade contava com apenas 38 anos de fundação e a devoção à Virgem do rocio já havia conquistado a população que a cultuava num modesto oratório doméstico, próximo à praia, onde fora encontrada por pescadores. Em fases sucessivas de acontecimentos, esta devoção tem longa história até o estágio atual. Entre outras seguem-se algumas datas marcantes. Em 1939 a imagem de Nossa Senhora deixou seu Santuário em Paranaguá, para ser transportada à Curitiba, em viagem triunfal, a fim de presidir os atos que marcaram o Jubileu da Congregação Mariana da Catedral. Em 1948, pelo Jubileu Episcopal de D. Ático Eusébio da Rocha, Arcebispo Metropolitano, realizou-se o 1º Congresso Mariano do Paraná, que antes do atual decreto tinha um sentido apenas popular. Em 1953, pela terceira vez a imagem esteve em Curitiba para presidir o Congresso Eucarístico Nacional, na oportunidade, o Paraná comemorava o seu 1º Centenário da Emancipação Política. Nessa ocasião, a imagem peregrinou também durante 105 dias, pelo interior do Estado. Começaram então a chegar às mãos do arcebispo Metropolitano, Dom Manoel da Silveira Delboux, inúmeros pedidos para solicitar ao Papa que declarasse N. Sra. do Rocio Padroeira do Estado do Paraná , o que hoje tornou-se realidade. Perante o privilégio agora concedido e em face da atual renovação da igreja, no sentido de atualizar-se. D. Bernardo afirmou: "Não é coincidência mais esta conquista mariana, onde os Redentoristas tem um importante papel. Nosso Fundador, S. Afonso de Ligório foi grande devoto de Maria e deixou esta herança espiritual a seus filhos que a levam através dos séculos. Sob nosso cuidados estão o Santuário de Aparecida, em Aparecida/SP; a igreja do Perpétuo Socorro em Curitiba recebendo mais de 30 mil fiéis por semana. E, agora, em Paranaguá, o Santuário de N. Sra. do Rocio, Padroeira do Paraná. Os Redentoristas teriam então nesse momento a missão de fortalecer a devoção mariana, porque os brasileiros são devotos de Maria desde as origens de nossa história, a partir da catequese de Anchieta.

Atualidades

Todos os anos, de 06 a 15 de Novembro, realiza-se na histórica cidade de Paranaguá, litoral do Paraná - Brasil, a Festa de Nossa Senhora do Rocio, Padroeira do Estado.
O dia da Festa, 15 de Novembro, é marcado por inúmeras celebrações para as quais acorrem milhares de fiéis romeiros de varias cidades do Paraná, além da incontável presença de devotos da Diocese de Paranaguá, onde se localiza o Santuário da Padroeira.
"A devoção a Nossa Senhora do Rocio tem raízes profundas na vida do povo do litoral do Paraná, pois data dos meados do século XVII, pouco tempo após a elevação de Paranaguá à Vila, em 1648"(Pe. Karl Eugene Esker, Jornal "Voz Vicentina do Paraná").
Segundo nos relata o historiador paranaense Vieira dos Santos, já em 1686 os habitantes da então Vila de Paranaguá "haviam recorrido aos favores da Virgem do Rocio para que os livrasse da terrível peste que assolava o litoral, nessa época". Antes dessa data, sabemos somente que um pescador chamado Pai Berê achou a imagem que é de Nossa Senhora do Rosário, em estilo barroco. Uma lenda diz que ele retirou a imagem da margem da baía na rede, enquanto pescava. Outra diz que a encontrou num campo de rosas loucas, no barranco à beira da baía. Por um tempo ficou num oratório na casa de Pai Berê , onde se tornou objeto da devoção dos pescadores, sendo batizada com o nome de Nossa Senhora do Rocio.
"O culto à imagem se difundiu, aumentando a fé e a esperança em Nossa Senhora do Rosário do Rocio, atraindo devotos não somente das redondezas, mas também da Vila" (Waldomiro Ferreira de Freitas, Aspecto Histórico e Turístico de Paranaguá).

Milagres atribuídos a Nossa Senhora do Rocio

Através dos anos, a devoção cresceu até o milagre que deu fim a peste, em 1686, milagre que se repetiu ao longo dos séculos em inúmeras ocasiões em que a Santa do Rocio atendeu aos seus devotos com curas individuais e coletivas, como nos casos da Peste Bubônica, em 1901 e da Gripe espanhola, em 1918.
Há ainda inúmeros registros do socorro da Virgem do Rocio prestado aos marinheiros em violentas tempestades e tragédias no mar, os quais se tornaram seus devotos e a homenagearam com procissões e comoventes romarias pelas ruas da cidade, rumo ao Santuário. É o caso do navio "Raul Soares", no dia 26 de junho de 1931; do navio "Philadélphia", em julho de 1931; e do navio "Maria M", no dia 08 de agosto de 1932.

Oração a Nossa Senhora do Rócio

Virgem Gloriosa do Rocio, Mãe e Rainha de teu filhos todos,
eis-nos aqui para te louvar, te bendizer
e agradecer por tudo que somos, por tudo que temos,
por tudo que fomos chamados a ser.

Humildemente pedimos, ó Mãe bondosa,
o teu olhar misericordioso
sobre todos os nossos momentos de desamor,
sobre todos os nossos pecados.

Imploramos aos teus pés, Mãe querida do Rocio,
aquela chuva de graças sobre graças para nossa Pátria
as nossas famílias, os nossos filhos, os idosos,
os doentes e aflitos, os deprimidos e os excluídos.

Fortalece as nossas comunidades, faze crescer o Reino da Paz,
da justiça, do amor, do perdão e da misericórdia.

Virgem Senhora do Rocio, Santa Mãe querida,
abençoa - nos, protege-nos,
leva-nos ao encontro eterno com teu Filho Jesus.

Amém. Assim seja!




sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora Rainha


Nossa Senhora, verdadeira Mãe de Jesus Cristo, Rei do Universo, é invocada hoje com o título de Rainha do Céu e da Terra. Antigamente a festa da realeza de Nossa Senhora era celebrada no dia 31 de maio. 
A liturgia sagrada já invoca a Mãe de Deus com os títulos de Rainha dos Anjos, dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Mártires, dos Confessores, das Virgens, de todos os  Santos, Rainha Imaculada, Rainha do Santíssimo Rosário, Rainha da Paz e Rainha Assunta ao Céu.
Este título de Rainha exprime então o pensamento de  a Santíssima Virgem se  avantajar a  todas as  ordens de  santidade e de  virtude, Rainha dos meios que levam a Jesus Cristo, e de que, sendo Rainha  assunta ao Céu, já era sobre a terra, isto é, Rainha reconhecida pela terra e pelo céu como sendo a criatura mais perfeita e  mais avantajada em toda a  santidade e  semelhança de Deus Criador!
Mas, quando falamos no título da Realeza de Maria Santíssima, trata-se da  Realeza que Lhe cabe por direito como Soberana, deduzida das  suas relações com Jesus Cristo, Rei por direito de tudo o criado, visível e invisível,  no céu e na terra.
Efetivamente as prerrogativas de Jesus Cristo tem todas os seus reflexos na Santíssima Virgem, Sua Mãe admirável: Assim Jesus Cristo é o Autor da graça, e Sua Mãe é a dispenseira e intercessora de todas as  graças;  Jesus Cristo está unido à Santíssima Virgem pelas suas  relações de Filho e nós, corpo místico de Jesus Cristo, estamos também unidos a Sua Mãe pelas relações  que Ela tem conosco como Mãe dos homens.  E assim, pelo reflexo da Realeza de Jesus Cristo, seu filho, Ela é Rainha do céu e da terra, dos Anjos e dos homens, das famílias e dos  corações, dos justos e dos pecadores que, na Sua  Misericórdia real, encontram perdão e refúgio.
Oh! Se os homens aceitassem, de verdade prática, a Realeza da Santíssima virgem, em todas as nações, em todos os  Lares e  realmente pelo seu governo maternal regulassem os interesses  deste mundo material, buscando primeiro que tudo o Reino de Deus, o Reino de Maria Santíssima, obedecendo aos seus ditames e  conselhos Reais, como depressa se  mudaria a  face da terra!
Todas as heresias foram,  em todos os  tempos, vencidas pelo cetro da Santíssima Mãe de Deus. Nesses  nossos tempos, tão conturbados pelas  sumas das heresias, os homens debatem-se numa pavorosa luta em que vemos e apalpamos, da maneira mais trágica, serem insuficientes os meios humanos para restabelecer a paz na sociedade humana!  De resto, demasiado puderam os homens a  sua confiança nos  sistemas  sociais, nos meios do progresso científico, no poder das armas  de destruição, no terrorismo,  e  tudo isso só serviu para o mundo assistir agora desorientado à maldição profetizada aos homens que põem  a sua confiança nos homens, afastando-se de Deus e da ordem sobrenatural da graça!
Maria Santíssima, Rainha do Céu e da terra, foi sempre a  vencedora de todas as batalhas de Deus: Voltem-se os governantes do mundo para Ela e  o Seu cetro fará triunfar a causa do bem, com o triunfo da Igreja e  do Reino de Deus!

ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII SOBRE A FESTA DE NOSSA SENHORA RAINHA

O Papa pio XII, em encíclica dirigida aos membros do episcopado a respeito da Realeza de Maria, recorda que o povo cristão sempre se dirigiu à Rainha do céu nas circunstâncias felizes e sobretudo nos períodos  graves da história da Igreja.
Antes de anunciar a sua decisão de instituir a festa litúrgica da “Santa Virgem Maria Rainha”, assinalou o Papa: 
“Não queremos propor com isso ao povo cristão uma nova verdade e acreditar, porque o próprio título e os  argumentos que justificam a dignidade real de Maria já foram abundantemente formulados em todos os tempos e  encontram nos documentos antigos da Igreja e nos livros litúrgicos. Tencionamos apenas chamá-lo com esta encíclica a  renovar os louvores à nossa Mãe do céu, para reanimar em todos os espíritos uma devoção mais ardente e  contribuir assim para o seu bem espiritual”
Pio XII cita em seguida as palavras dos doutores e santos que desde a origem do Novo testamento até os nossos dias salientaram o caráter soberano, real, da Mãe de Deus, co-redentora: Santo Efrem, São Gregório de Naziano, Orígenes, Epifânio, Bispo de Constantinopla, São Germano, São João Damasceno, até Santo Afonso Maria de Ligório.
Acentua o Santo Padre que o povo cristão através das idades, tanto no oriente quanto no ocidente, nas mais diversas  liturgias, cantou os louvores de Maria, Rainha  dos Céus. 
“A iconografia, disse o Papa, para traduzir a dignidade real da bem-aventurada Virgem Maria, enriqueceu-se em todas as  épocas com obras de arte do maior valor. Ela chegou mesmo a  representar o divino Redentor cingindo a fronte de sua Mãe com uma coroa refulgente”.
Na última parte do documento o Papa declara que tendo adquirido, após longas e maduras reflexões, a convicção de que decorrerão para a Igreja grandes vantagens dessa verdade solidamente demonstrada”, decreta e institui a  festa de Maria Rainha,  e ordena que nesse dia se renove a  consagração do gênero humano do Coração Imaculado na Bem-Aventurada Virgem Maria “porque nessa consagração repousa uma viva esperança de ver surgir uma era de felicidade que a paz cristã e  o triunfo da religião alegrarão”.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia


No ano de 79 ocorreu a famosa erupção do Vulcão Vesúvio,  que sepultou a cidade pagã de Pompéia (Sul da Itália).  Ali a aristocracia romana gostava de passar o tempo com entretenimentos e  foi surpreendida pela súbita destruição.
No início do Século IX instalaram-se nas proximidades famílias de campesinos que erigiram uma humilde capela. Em 1872 chegou o advogado Bartolo Longo (beatificado em 26 de outubro de 1980),  que trabalhava para a Condessa de Fusco, dona dessas terras. Logo descobriu que, depois da morte do sacerdote, já não haviam missas na capela e poucos seguiam firmes na fé. 
Uma noite, o advogado Bartolo Longo viu em sonhos a um amigo morto anos atrás, que lhe disse: “Salva a esta gente Bartolo!  Propaga o Rosário.  Estimula-os para que o rezem.  Maria prometeu a salvação para aqueles que  fizerem”. Assim, Longo trouxe de Nápoles muitos Rosários para distribuir e  encorajou também a vários vizinhos que o ajudassem a reformar a capela.  A população começou a rezar o Rosário, cada vez em maior número.
Em 1878, Longo obteve de um convento de Nápoles um quadro de Nossa Senhora entregando o Santo Rosário a São Domingos e Santa Rosa de Lima.  Estava deteriorado mas um pintor o restaurou. Este mudou a figurade Santa Rosa pela de Santa Catarina de Siena. Posta sobre o altar do Templo, ainda que inacabada, a Virgem Santíssima começou a operar milagres. 
Em 08 de maio de 1887, o cardeal Mônaco de Valleta, colocou na venerada imagem um diadema de brilhantes benta pelo Papa Leão XII e em 08 de maio de 1891,  deu-se a solene consagração do novo Santuário de Pompéia, que existe atualmente. 


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora dos Pobres


A primeira tentação que nos sobrem diante de tão sublime invocação de Maria, como Mãe de todos os Pobres, determo-nos somente no redutor significado da pobreza como uma condição econômica e social desfavorecel. Mas a pobreza, na espiritualidade bíblica, atinge uma amplitude de conotações tão vasta, que atinge todos os homens de boa vontade, cuja atitude interior da alma manifesta uma disposição de suprema humildade, justiça, temor de Deus, obediência, serviço, mansidão na provação, sacrifício de si mesmo até‚ ao aniquilamento por amor ao outro... São os "Pobres de Javé", cujo clamor sobe aos ouvidos de Deus e que ressoa na literatura sapiencial e nos salmos. Com os Profetas, o vocabulário da pobreza adquire um matiz moral e escatol¢gico: os pobres, pequenos e humildes, oprimidos, fracos, indigentes, aqueles que se consideram pouca coisa, são eles os primeiros destinatários e herdeiros da redenção prometida. O Messias, também Ele, um Pobre de Deus, é enviado e ungido para "anunciar a Boa Nova aos pobres, curar os quebrantados de coração, proclamar a liberdade aos cativos, a libertação aos que estão presos... restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor" (Is 61,1; Lc 4, 18). Submissos … vontade divina, os Pobres de Deus, constituem assim, um Resto de um povo humilde e simples que o Messias reunir de todas as nações e os colocar como uma luz para todos os homens. Despojados de toda vanglória, prestígio e sabedoria humana, e conscientes da sua indigência de méritos pessoais, serão eles as testemunhas verazes do socorro sempre presente do Pobre dos Pobres, que a todos enriquece. Para eles é a bênção proclamada no cimo da Montanha: "Bem-aventurados os pobres em espírito... os mansos... os aflitos... os que têm sede e fome de justiça... os puros de coração... os que promovem a paz... os que são perseguidos por causa da justiça... quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque ser grande a vossa recompensa nos céus..." (Mt 5. 2ss). Neste contexto de pobreza que vive Maria, a Pobre de Nazaré. Os evangelistas pouco falam Dela. E tudo o que sabem sobre esses 30 anos escondidos da vida quotidiana da Família de Nazaré, o escutaram provavelmente da sua boca. Que comentam? Os feitos extraordinários de uma Mulher extraordin ria, da qual fala veladamente toda a Escritura? Não! A Mãe falou-lhes do Filho! As paredes da casinha de Nazaré são testemunhas silenciosas da visita do Todo Poderoso a uma jovem que passava incógnita entre todas as jovens do seu tempo. Uma vida normal de uma moça do campo, interrompida pela eleição … qual ansiavam todas as jovens de Israel: "Eis que a jovem concebeu e dar … luz um filho e por-lhe- o nome de Emanuel" (Is 7,14). Diante da eleição divina, a Serva considera-se pouca coisa e sem méritos. Não se ensoberbece, mas se humilha como quem não tem direitos sobre si mesma, sobre a sua vontade. Diante do fecundo sinal da maternidade de Isabel, a Mãe do Salvador do Mundo não se exalta, mas proclama as maravilhas do Todo Poderoso, que "olhou para a humilhação de sua serva". É o Maravilhoso que faz maravilhas em favor do seu povo, conforme tinha prometido. Também com admiração escuta as profecias de Simeão e Ana. É sem compreender que guarda as palavras do Seu Filho no encontro no Templo. Nas bodas de Can , a Escrava do Senhor, Mulher escondida, revela-se como a grande intercessora de todos os pobres em Espírito: "Não têm vinho". Não têm o Espírito, não têm Alegria, não têm Vida. A Serva do mundo intercedia pelos pobres do mundo. Aos pês da Cruz, com a inteireza e mansidão de Mulher, provada pelo sofrimento compartilhado com Seu Filho, renuncia livremente ao Bem mais alto que tinha recebido e oferece o Cordeiro sem mancha, em libação pelos pecados dos filhos pecadores que recebe do Santo Crucificado. Despojada de tudo e de si mesma, pobre, humilde, sempre disponível a fazer a vontade de Deus, não tendo nada, mas possuindo o Tudo, Maria ê dignamente aclamada como SANTA MARIA DOS POBRES. A Bem-aventurada Virgem de Nazaré, Mãe de Deus e nossa Mãe, Senhora do Mundo e dos Céus, continua hoje, junto de Deus, intercedendo pelos filhos seus que ainda choram neste vale de lágrimas. A POBRE DE NAZARé é VERDADEIRAMENTE SANTA MARIA DOS POBRES.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora do Pilar


Segundo uma antiga tradição, desde os primórdios de sua conversão, os cristãos primitivos ergueram uma ermida em honra da Virgem Maria, às margens do rio Ebro, na cidade de Zaragoza, na região de Aragon, na Espanha. A capelinha primitiva foi sendo reconstruída e ampliada com o correr dos séculos, até se transformar na grandiosa basílica que acolhe, como centro vivo e permanente de peregrinações a numerosos fiéis que, de todas as partes do mundo, vêm rezar à Virgem e venerar seu Pilar.
Outra venerável tradição afirma que a Virgem apareceu sobre um pilar junto ao Ebro, ao apóstolo São Tiago, que chegara à Espanha para anunciar o Evangelho quando estava desanimado pelos insucessos, já disposto a retornar a Jerusalém.
Trata-se de uma invocação que tem sido objeto de particular devoção dos espanhóis. Dificilmente poder-se-á encontrar na nação espanhola um povoado que não guarde com amor a pequena imagem sobre a santa coluna.
Muito para além dos milagres espetaculares, a Virgem do Pilar é invocada como refúgio dos pecadores, consoladora dos aflitos, Mãe da Espanha. Sua ação é sobretudo espiritual. A devoção ao Pilar tem uma enorme penetração na Ibero-américa, cujos países celebram o dia do descobrimento de seu continente a 12 de outubro, isto é, no dia do Pilar.
A Basílica fica aberta o dia inteiro, mas nunca faltam os fiéis que chegam ao Pilar em busca de reconciliação, graça e diálogo com Deus.
É popular na Espanha, especialmente a região de Aragon, a jaculatória:"Bendita seja a hora em que a Virgem veio em carne mortal a Zaragoza". Outra tradição chega a afirmar que a visita da Virgem à Espanha tenha ocorrido durante sua vida terrena.
O Papa João Paulo II, por duas vezes escolheu este santuário como primeiro passo de suas viagens à América Latina: em 1979, para assistir à Conferência de Puebla e em 1984 para inaugurar as comemorações do V Centenário do descobrimento e o início da evangelização na América.
O Papa dizia nessa basílica, citando Puebla: "Ela (Maria) tem que ser cada vez mais a pedagoga do Evangelho na América Latina" (Puebla, 290). "Sim, continua dizendo o Papa, a pedagoga, a que nos conduz pela mão, que nos ensina a cumprir o mandato missionário de seu Filho e a guardar tudo o que Ele nos ensinou. O amor à Virgem Maria, Mãe e Modelo da Igreja, é garantia da autenticidade e da eficácia redentora de nossa fé cristã".