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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Monsenhor Jonas Abib: "Como vou testemunhar?"


Você pode se perguntar: “Como vou testemunhar?”. Em primeiro lugar, um a um. Entre seus parentes, pessoas do seu serviço, seus colegas de classe. Quando encontrar alguém no ônibus, numa fila, por que não contar o que Jesus fez por você? Por que não falar de Jesus?

Tenha certeza de que o Senhor já lhe deu a coragem para fazê-lo. Você só precisa tomar a iniciativa. Não podemos decepcioná-Lo, pois Ele espera o nosso testemunho, e não podemos envergonhar-nos do Senhor.

Diga constantemente: “Não quero envergonhar-me do Senhor por nada deste mundo. Pelo contrário, eu quero testemunhá-Lo diante de quem quer que seja.”

Você pode utilizar-se daquilo que tem para testemunhar Jesus: sua casa, seus bens. Por que não fazê-lo? Por que não reunir as pessoas em sua casa para rezar? Transforme-a em uma casa de oração. O seu lar pode e deve ser o lugar onde as pessoas conheçam e testemunhem Jesus.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Homilia diária: Vale a pena tudo superar para possuir a Cristo


O Senhor não diz quem foi o homem que encontrou o tesouro escondido no campo, tampouco como ele o encontrou – se arando, cavando ou plantando. Também não se sabe qual foi o tesouro encontrado.
Era uma coisa comum, tanto na época do Antigo Testamento quanto do Novo, esconderriquezas debaixo da terra por causa das guerras e revoluções tão frequentes. Era mais seguro guardá-las no campo do que deixá-las em casa, pois poderiam ser roubadas por ladrões ou levadas pelos invasores como despojo.
Na maioria das vezes, porém, o proprietário do tesouro morria sem revelar a ninguém onde o havia escondido. Deus fala de algo conhecido por seus ouvintes. Ele não está usando uma figura irreal e fantasiosa ao falar do tesouro escondido.
O homem que encontrou o tesouro, no campo, não estava à sua caça. Ele o encontrou ao acaso. Qual foi a sua reação ao encontrá-lo? Escondeu-o de volta e, tomado por grande alegria, retornou para sua casa, vendeu todos os seus bens e comprou aquele campo, no qual o tesouro estava escondido.
O Senhor Jesus também conta a história de um negociante de jóias que estava à procura das melhores pérolas, pois, no primeiro século da era cristã, elas tinham um grande valor, assim como tem o diamante em nossos dias. Elas serviam como símbolo de status e posição entre os ricos, e apenas estes as possuíam.
O homem da parábola é um negociante que está em busca das melhores pérolas. Jesus não diz para onde ele foi, somente afirma que ele encontrou, em sua busca, a pérola de grande valor que tanto procurava. Ele não sossegou enquanto não a obteve. Jesus nos conta que aquele negociante, tendo achado uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía e a comprou.
Comparando ambas as parábolas, observamos um ponto de semelhança entre elas: a atitude dos dois homens depois de terem encontrado seus tesouros. Ambos reconheceram o imenso valor do que haviam encontrado e, com alegria, não hesitaram em vender tudo que tinham para obtê-lo.
Certamente, os parentes e conhecidos desaprovaram a atitude deles, pois não sabiam o que eles estavam fazendo. Mas esses homens não pensaram duas vezes; com o coração resoluto e alegre – sem nenhum sentimento de perda – desfizeram-se de tudo quanto possuíam para obter o tesouro e a pérola que cada um encontrou.
Este é o ponto central da parábola, por meio da qual Jesus quer nos ensinar uma verdade acerca do Seu Reino. Nada nem ninguém se pode ser comparado ao valiosíssimo tesouro que é Jesus Cristo nosso Senhor.
Cante de alegria, venda tudo o que possui e diga: “Encontrei Jesus, Ele é o meu libertador! É meu Senhor, meu amigo e amor. Ninguém O tirará de mim! Jamais O deixarei. Ele vai comigo no meu coração. Ele é o caminho que me conduz ao Pai, a verdade certa, é a vida que me faz viver. É luz que ilumina o meu caminho, a força na minha fraqueza, a alegria na tristeza”.
Vale a pena tudo superarmos para possuir Cristo, porque, com Ele, tudo teremos e tudo venceremos.
Padre Bantu Mendonça


Liturgia diária - 01/08/2012 - Santo Afonso Maria de Ligório

Primeira leitura (Jeremias 15,10.16-21)

Quarta-Feira, 1 de Agosto de 2012
Sto. Afonso Maria de Ligório


A- A+


Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

10Ai de mim, minha mãe, que me geraste um homem de controvérsia, um homem em discórdia com toda a gente! Não emprestei com usura nem ninguém me emprestou, e contudo todos me amaldiçoam. 16Quando encontrei tuas palavras, alimentei-me, elas se tornaram para mim uma delícia e a alegria do coração, o modo como invocar teu nome sobre mim, Senhor Deus dos exércitos.
17Não costumo frequentar a roda dos folgazões e gabo-me disso; fiquei a sós, sob o influxo de tua presença e cheio de indignação. 18Por que se tornou eterna minha dor, por que não sara minha chaga maligna? Para mim te tornaste como miragem de um regato, como visão d’águas ilusórias. 19Ainda assim, isto diz-me o Senhor: “Se te converteres, converterei teu coração, para te sustentares em minha presença; se souberes separar o precioso do vil, falarás por minha boca; os outros voltarão para ti, e tu não voltarás para eles. 20Em favor deste povo, farei de ti uma muralha de bronze fortificada; combaterão contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para te salvar e te defender diz o Senhor. 21Eu te libertarei das mãos dos perversos e te salvarei dos prepotentes”.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.



Salmo (Salmos 58)

Quarta-Feira, 1 de Agosto de 2012
Sto. Afonso Maria de Ligório


A- A+


— Sois meu refúgio no dia da aflição.
— Sois meu refúgio no dia da aflição.

— Libertai-me do inimigo, ó meu Deus, e protegei-me contra os meus perseguidores! Libertai-me dos obreiros da maldade, defendei-me desses homens sanguinários!
— Eis que ficam espreitando a minha vida, poderosos armam tramas contra mim. Mas eu, Senhor, não cometi pecado ou crime.
— Minha força, é a vós que me dirijo, porque sois o meu refúgio e proteção, Deus clemente e compassivo, meu amor! Deus virá com seu amor ao meu encontro, e hei de ver meus inimigos humilhados.
— Eu, então, hei de cantar vosso poder, e de manhã celebrarei vossa bondade, porque fostes para mim o meu abrigo, e meu refúgio no dia da aflição. Minha força, cantarei vossos louvores, porque sois o meu refúgio e proteção, Deus clemente e compassivo, meu amor!



Evangelho (Mateus 13,44-46)

Quarta-Feira, 1 de Agosto de 2012
Sto. Afonso Maria de Ligório


A- A+


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


A Igreja celebra hoje: Santo Afonso Maria de Ligório

Santo Afonso Maria de Ligório

1 de Agosto


A- A+

Celebramos, neste dia, a memória de um santo Bispo e Doutor da Igreja que se tornou pelo seu testemunho "Patrono dos confessores e teólogos de doutrina moral". Afonso Maria de Ligório nasceu em Nápoles, na Itália, em 1696, numa nobre família que, ao saber das qualidades do menino prodígio, proporcionaram-lhe o caminho dos estudos a fim de levá-lo à fama.

Com 16 anos doutorou-se em direito civil e eclesiástico e já se destacava em sua posição social quando se deparou, involuntariamente, sustentando uma falsidade, isto levou Afonso a profundas reflexões, a ponto de passar três dias seguidos em frente ao crucifixo. Escolhendo a renúncia profissional, a herança e títulos de nobreza, Santo Afonso acolheu sua via vocacional, já que o Senhor o queria advogando as causas do Cristo.

Santo Afonso Maria de Ligório colocou todos os seus dons a serviço do Reino dos Céus, por isso, como sacerdote, desenvolveu várias missões entre os mendigos da periferia de Nápoles e camponeses; isto até contagiar vários e fundar a Congregação do Santíssimo Redentor, ou Redentoristas. Depois de percorrer várias cidades e vilas do sul da Itália convertendo pecadores, reformando costumes e santificando as famílias, Santo Afonso de Ligório, com 60 anos, foi eleito Bispo e assim pastoreou com prudência e santidade o povo de Deus, mesmo com a realidade de ter perdido a amizade do Papa e sido expulso de sua fundação.

Entrou no Céu com 91 anos, depois de deixar vários escritos sobre a Doutrina Moral, sobre a devoção ao Santíssimo Sacramento e a respeito da Mãe de Deus, sendo o mais conhecido: “As Glórias de Maria”.

Santo Afonso Maria de Ligório, rogai por nós!



Os diversos nomes de Nossa Senhora - Hoje falaremos de Nossa Senhora dos Pobres


A primeira tentação que nos sobrem diante de tão sublime invocação de Maria, como Mãe de todos os Pobres, determo-nos somente no redutor significado da pobreza como uma condição econômica e social desfavorecel. Mas a pobreza, na espiritualidade bíblica, atinge uma amplitude de conotações tão vasta, que atinge todos os homens de boa vontade, cuja atitude interior da alma manifesta uma disposição de suprema humildade, justiça, temor de Deus, obediência, serviço, mansidão na provação, sacrifício de si mesmo até‚ ao aniquilamento por amor ao outro... São os "Pobres de Javé", cujo clamor sobe aos ouvidos de Deus e que ressoa na literatura sapiencial e nos salmos. Com os Profetas, o vocabulário da pobreza adquire um matiz moral e escatol¢gico: os pobres, pequenos e humildes, oprimidos, fracos, indigentes, aqueles que se consideram pouca coisa, são eles os primeiros destinatários e herdeiros da redenção prometida. O Messias, também Ele, um Pobre de Deus, é enviado e ungido para "anunciar a Boa Nova aos pobres, curar os quebrantados de coração, proclamar a liberdade aos cativos, a libertação aos que estão presos... restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor" (Is 61,1; Lc 4, 18). Submissos … vontade divina, os Pobres de Deus, constituem assim, um Resto de um povo humilde e simples que o Messias reunir de todas as nações e os colocar como uma luz para todos os homens. Despojados de toda vanglória, prestígio e sabedoria humana, e conscientes da sua indigência de méritos pessoais, serão eles as testemunhas verazes do socorro sempre presente do Pobre dos Pobres, que a todos enriquece. Para eles é a bênção proclamada no cimo da Montanha: "Bem-aventurados os pobres em espírito... os mansos... os aflitos... os que têm sede e fome de justiça... os puros de coração... os que promovem a paz... os que são perseguidos por causa da justiça... quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque ser grande a vossa recompensa nos céus..." (Mt 5. 2ss). Neste contexto de pobreza que vive Maria, a Pobre de Nazaré. Os evangelistas pouco falam Dela. E tudo o que sabem sobre esses 30 anos escondidos da vida quotidiana da Família de Nazaré, o escutaram provavelmente da sua boca. Que comentam? Os feitos extraordinários de uma Mulher extraordin ria, da qual fala veladamente toda a Escritura? Não! A Mãe falou-lhes do Filho! As paredes da casinha de Nazaré são testemunhas silenciosas da visita do Todo Poderoso a uma jovem que passava incógnita entre todas as jovens do seu tempo. Uma vida normal de uma moça do campo, interrompida pela eleição … qual ansiavam todas as jovens de Israel: "Eis que a jovem concebeu e dar … luz um filho e por-lhe- o nome de Emanuel" (Is 7,14). Diante da eleição divina, a Serva considera-se pouca coisa e sem méritos. Não se ensoberbece, mas se humilha como quem não tem direitos sobre si mesma, sobre a sua vontade. Diante do fecundo sinal da maternidade de Isabel, a Mãe do Salvador do Mundo não se exalta, mas proclama as maravilhas do Todo Poderoso, que "olhou para a humilhação de sua serva". É o Maravilhoso que faz maravilhas em favor do seu povo, conforme tinha prometido. Também com admiração escuta as profecias de Simeão e Ana. É sem compreender que guarda as palavras do Seu Filho no encontro no Templo. Nas bodas de Can , a Escrava do Senhor, Mulher escondida, revela-se como a grande intercessora de todos os pobres em Espírito: "Não têm vinho". Não têm o Espírito, não têm Alegria, não têm Vida. A Serva do mundo intercedia pelos pobres do mundo. Aos pês da Cruz, com a inteireza e mansidão de Mulher, provada pelo sofrimento compartilhado com Seu Filho, renuncia livremente ao Bem mais alto que tinha recebido e oferece o Cordeiro sem mancha, em libação pelos pecados dos filhos pecadores que recebe do Santo Crucificado. Despojada de tudo e de si mesma, pobre, humilde, sempre disponível a fazer a vontade de Deus, não tendo nada, mas possuindo o Tudo, Maria ê dignamente aclamada como SANTA MARIA DOS POBRES. A Bem-aventurada Virgem de Nazaré, Mãe de Deus e nossa Mãe, Senhora do Mundo e dos Céus, continua hoje, junto de Deus, intercedendo pelos filhos seus que ainda choram neste vale de lágrimas. A POBRE DE NAZARé é VERDADEIRAMENTE SANTA MARIA DOS POBRES.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Dia 11 tem o vídeo JUVENTUDE NO PHN no Grupo Josec


Homilia diária: Saibamos viver na busca do discernimento



Nesta parábola, Jesus fala como se a Terra fosse um campo de trigo, no meio do qual nasce também o joio. Ele explica que o joio precisava crescer junto com o trigo até a colheita, para depois ser retirado, evitando, assim, que, ao arrancar o joio, com ele também fosse arrancado o trigo.
Diante da incompreensão dos discípulos, Jesus se põe a explicar o significado de cada elemento que aparece na parábola: o que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do maligno. O inimigo que o semeou é o diabo. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos.
Portanto, tanto Jesus como o diabo são semeadores. O Senhor semeia o bem, enquanto o inimigo semeia o mal. É como dissesse: “Se você pratica o bem, colhe o bem; se pratica o mal, colhe o mal”. Era a grande proposta de Deus para cada um de nós: o discernimento. Jesus não se propôs a separar o joio do trigo fora do tempo; nem o demônio. Ambos estavam fazendo a sua parte: semeando.
Deus deseja que saibamos viver na busca do discernimento. Se o conseguirmos, estaremos preparados para a colheita. Jesus quis, pois, alertar para o seguinte: “O diabo está fazendo o mesmo que faço: semeando; se vocês souberem discernir o bem do mal e tiverem força para seguir o bem, no final, quando Deus vier julgar – e só Ele tem o poder de separar o bem do mal – vocês estarão preparados para participar do Reino do Pai”.
Jesus quis dar uma explicação bem clara para que a humanidade, através dos séculos, assimilasse aquela verdade. Ele poderia ter explicado outras parábolas também, mas não o fez. E por que esta foi explicada com tanto detalhe? Porque, aqui, o Senhor nos propõe que sejamos astutos e inteligentes.
A colheita será uma só. Tanto se colhe bem o trigo como o joio; tanto se faz uso do trigo como do joio, embora tenham sentidos diametralmente opostos. O importante é sabermos de que lado estamos nos posicionando. Devemos passar por esta vida dialogando sempre com Deus, pedindo, procurando, exercendo a experiência do discernimento, questionando-o: “Deus, eu não entendi! O que está acontecendo? Explique-me! Jesus, vamos conversar? Hoje, quero Lhe escutar”.
Aqui aprendemos, também, como proceder num reino que não é nosso, não é de Deus, mas é tão forte que matou o Filho de Deus. Jesus ressuscitou para nos mostrar que existeum Reino mais poderoso. Mas, quando humanizado, sofreu todos os pendores deste mundo. Não se cria um reino dentro de outro. Um tem de ser eliminado para o outro existir.
O senhor quer nos dizer: “Tenham o discernimento para viver num reino que não é de Deus. Saibam passar por isto com astúcia e sabedoria, para depois encontrarem, realmente, o Reino do Pai”.
Deus quer que Seu Reino venha e substitua o que está aqui. Não se fortalece nem se cria dois reinos no mesmo local. Dialogue com Deus para que Ele possa lhe falar essas coisas.
Para que tenha discernimento, tenha amor nas palavras, firmeza no momento de responder determinadas coisas como provocações e questionamentos em sua vida. Em suas orações, sempre peça a Deus: “Meu Senhor, eu quero ter a capacidade de estar ao Seu lado, contado entre o trigo e não entre o joio. Dai-me esta graça, Senhor: eu quero ser trigo. Que as pressões dos filhos do maligno jamais sejam suficientemente fortes para me levar a renunciar a minha condição de filho do Reino. Quero estar sempre a Seu serviço. Amém”.
Padre Bantu Mendonça